O Brasil condena ataques contra Irã promovidos pelos Estados Unidos e por Israel neste sábado (28), conforme nota oficial divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores. O governo brasileiro afirmou que os bombardeios ocorreram justamente enquanto os países envolvidos retomavam negociações sobre o programa nuclear iraniano, tema que há décadas gera atritos diplomáticos e disputas geopolíticas.
De acordo com o Itamaraty, o Brasil mantém posição histórica em defesa de soluções diplomáticas no Oriente Médio, reiterando que o diálogo é o único caminho viável para reduzir tensões e evitar novos confrontos. A pasta também reforçou o apelo para que todas as nações envolvidas respeitem o Direito Internacional e adotem “máxima contenção”, visando impedir escaladas militares com risco regional.
A manifestação brasileira acontece dois dias após a retomada das conversas entre Estados Unidos e Irã, em Genebra, na Suíça. Mediadas pelo ministro das Relações Exteriores de Omã, as tratativas buscavam um acordo que pudesse limitar o armazenamento de urânio enriquecido pelo regime iraniano. Segundo Omã, caso o entendimento fosse firmado, o Irã aceitaria deixar de estocar material com potencial de uso militar, impedindo que tivesse volume suficiente para produzir armamentos nucleares.
Em resposta à operação militar desencadeada por EUA e Israel, o governo iraniano lançou uma série de ataques contra diferentes pontos estratégicos no Oriente Médio. Explosões foram registradas em países que abrigam bases americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque, elevando a preocupação internacional sobre uma possível ampliação do conflito.
O Itamaraty informou ainda que as representações diplomáticas brasileiras na região estão monitorando permanentemente a situação. No Irã, o embaixador do Brasil mantém contato direto com a comunidade brasileira para compartilhar orientações de segurança e atualizações sobre o cenário. A recomendação geral é que brasileiros residentes ou em passagem pelos países afetados sigam estritamente as orientações das autoridades locais.
Com o acirramento das tensões geopolíticas, o governo brasileiro reforça sua posição de neutralidade ativa, defendendo que qualquer solução deve priorizar a proteção de civis, a estabilidade regional e o respeito a acordos internacionais.
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