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Brasil e OMS cobram união mundial para evitar desigualdades em nova pandemia

A OMS e o Governo do Brasil destacam que fatores como mudanças climáticas, alterações ambientais e avanços biotecnológicos aumentam os desafios para monitorar e conter novos agentes infecciosos

Brasil e OMS cobram união mundial para evitar desigualdades em nova pandemia
Ricardo Stuckert/PR
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Com o início da cúpula do G7, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, divulgaram uma carta aberta pedindo apoio dos líderes das maiores economias do mundo para a conclusão do Acordo Global sobre Pandemias.

A iniciativa busca transformar as experiências vividas durante a Covid-19 em ações permanentes de prevenção, preparação e resposta a futuras emergências sanitárias. O acordo foi aprovado em 2025, mas ainda depende da conclusão de etapas técnicas para entrar efetivamente em vigor.

BRASIL LIDERA NEGOCIAÇÕES

O Brasil está à frente das discussões sobre o anexo de Acesso a Patógenos e Partilha de Benefícios (PABS), considerado um dos pontos fundamentais do acordo. A proposta pretende estabelecer regras para o compartilhamento rápido de informações sobre vírus, bactérias e outros agentes com potencial de causar pandemias.

O objetivo é garantir que países que colaboram com dados e pesquisas também tenham acesso aos resultados obtidos, como vacinas, medicamentos, testes e novas tecnologias.

Segundo a carta assinada por Lula e Tedros, a cooperação precisa ocorrer de forma mais equilibrada. “Aqueles que partilham rapidamente patógenos com potencial pandêmico devem poder confiar que as vacinas e os tratamentos resultantes dessa partilha também chegarão às suas comunidades”, destaca o documento.

LIÇÕES DA COVID-19

A proposta surge após dificuldades enfrentadas durante a pandemia de Covid-19, quando países contribuíram com informações importantes para o desenvolvimento de soluções, mas tiveram limitações no acesso a produtos essenciais depois que eles ficaram disponíveis.

“O mundo precisa terminar o que começou”, afirmam Lula e o diretor-geral da OMS na carta, destacando que especialistas apontam riscos de novas pandemias nos próximos anos.

A próxima rodada de negociações sobre o anexo do acordo está prevista para julho. Em maio, os países envolvidos nas conversas ainda não chegaram a um consenso sobre os critérios para compartilhamento de informações e benefícios.

COOPERAÇÃO INTERNACIONAL

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da articulação da carta junto à OMS e afirmou que a conclusão do acordo é considerada estratégica para evitar a repetição das desigualdades observadas durante a crise da Covid-19.

“Concluir essa parte fundamental do acordo representa um passo estratégico para fortalecer a segurança sanitária global”, afirmou Padilha.

A OMS e o Governo do Brasil destacam que fatores como mudanças climáticas, alterações ambientais e avanços biotecnológicos aumentam os desafios para monitorar e conter novos agentes infecciosos.

Durante a pandemia de Covid-19, estimativas internacionais apontaram milhões de mortes e impactos econômicos globais bilionários. A expectativa é que o novo acordo fortaleça a capacidade de resposta dos países diante de futuras ameaças à saúde pública. (As informações são da Agência Gov)

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Luis Carlos Pimentel
Autoria
Luis Carlos Pimentel
Formado em Técnica Contábil, estudou Jornalismo na Faculdade Secal. Há 40 anos trabalha em meios de comunicação social. Trabalhou em emissoras de rádio, jornais impressos e portais. Registro Mtb/PR - 4451
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