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Câmara aprova uso obrigatório de tornozeleira por agressores de mulher

Projeto aprovado na Câmara torna regra o uso de tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres em casos de risco e descumprimento de medidas protetivas.

Câmara aprova uso obrigatório de tornozeleira por agressores de mulher
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A tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres poderá se tornar uma regra em casos de risco elevado de violência doméstica. A medida está prevista em um projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados e que agora segue para análise do Senado.

Pelo texto, o uso da tornozeleira passa a ser obrigatório quando houver risco atual ou iminente à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher ou de seus dependentes. A medida também deverá ser priorizada quando o agressor descumprir medidas protetivas anteriormente determinadas pela Justiça.

A proposta reforça os mecanismos de proteção previstos na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), ampliando as formas de monitoramento de agressores em situações de violência doméstica.

O projeto estabelece ainda que, caso um juiz decida retirar o uso da tornozeleira eletrônica, o magistrado deverá apresentar justificativa expressa para a decisão.

Aplicação em cidades pequenas

Em municípios que não possuem comarca ou juiz responsável, a medida poderá ser aplicada pelo delegado de polícia local.

Atualmente, nessas localidades, a única medida protetiva que pode ser determinada pelo delegado é o afastamento imediato do agressor do lar. Com a nova regra, o monitoramento eletrônico também poderá ser determinado pela autoridade policial.

Caso o delegado determine a instalação da tornozeleira eletrônica, a decisão deverá ser comunicada ao Ministério Público e ao Poder Judiciário no prazo máximo de 24 horas.

Monitoramento da vítima e da polícia

O texto aprovado também prevê que a vítima receba um dispositivo portátil de rastreamento.

Esse equipamento emitirá um alerta automático para a mulher e para a polícia caso o agressor se aproxime de áreas de circulação proibidas definidas pela Justiça.

O objetivo é garantir monitoramento ativo do cumprimento das restrições impostas ao agressor.

Aumento da pena

A proposta também aumenta a punição para quem descumprir medidas protetivas.

A pena de reclusão, atualmente de dois a cinco anos, poderá ser aumentada de um terço até metade se o agressor remover a tornozeleira ou se aproximar da vítima sem autorização judicial.

Um dos autores do Projeto de Lei 2942/2024, o deputado Marcos Tavares (PDT-RJ), comemorou a aprovação da proposta.

“Quem agride precisa ser vigiado. E quem sofre violência precisa ser protegido”, afirmou o parlamentar nas redes sociais.

Mais recursos e campanhas

O projeto também amplia o financiamento de políticas de combate à violência contra a mulher.

A proposta aumenta de 5% para 6% a parcela do Fundo Nacional de Segurança Pública destinada a ações de enfrentamento da violência de gênero, incluindo a compra e manutenção de tornozeleiras eletrônicas e dispositivos de monitoramento para vítimas.

O texto também prevê campanhas educativas sobre medidas protetivas, prevenção à revitimização e funcionamento do monitoramento eletrônico.

Violência em números

Segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 1.568 feminicídios em 2025, crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior.

O relatório também mostra que 13,1% das vítimas foram assassinadas mesmo possuindo medidas protetivas de urgência.

Desde que o feminicídio passou a ser considerado crime hediondo, em 2015, 13.703 mulheres foram vítimas desse tipo de crime no país.

Próximos passos

Após a aprovação na Câmara, o projeto segue para análise do Senado Federal.

Se aprovado sem alterações, o texto será encaminhado para sanção do presidente da República. Caso os senadores proponham mudanças, a proposta voltará à Câmara para nova avaliação.

Como denunciar

Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo Ligue 180, serviço gratuito disponível 24 horas por dia.

Também é possível registrar denúncias pelo WhatsApp (61) 9610-0180, pelo e-mail [email protected] ou diretamente em delegacias especializadas de atendimento à mulher.

Outras opções incluem o Disque 100, para violações de direitos humanos, e o 190, da Polícia Militar.

Com informações da Agência Brasil.

Leia também: Dupla é presa por tráfico de drogas em vila de Ponta Grossa

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Fabiano Blageski
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Fabiano Blageski
Radialista em Ponta Grossa, atuou em rádios, TV e sites, com experiência no microfone e nos bastidores. Apaixonado por comunicação, entretenimento e notícias, também é promoter de eventos, assessor de imprensa, destacando-se pela versatilidade e busca constante por aprendizado.
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