Cambalache: A música de quase 100 anos, que continua atual… por John Elvis
Cambalache e eleições 2026 se encontram em reflexão de John Elvis sobre Raul Seixas, informação, consciência e responsabilidade antes do voto.

Raul Seixas nunca foi apenas cantor.
Raul era provocação.
Talvez por isso “Cambalache” tenha encontrado nele a voz certa.
A música nasceu na Argentina, em 1934, pelas mãos de Enrique Santos Discépolo. Raul a gravou em 1987. E quase quatro décadas depois, ela continua parecendo escrita para o nosso tempo.
Porque Raul tinha uma característica rara: não entregava respostas prontas. Entregava perguntas.
E “Cambalache” é uma delas.
A música fala de um mundo onde valores se misturam, onde o certo e o errado parecem disputar o mesmo espaço.
E então chegamos a este domingo.
Dia de eleição.
É justamente aqui que Raul deixa de ser apenas trilha sonora e vira reflexão.
Raul Seixas gostava de questionar verdades estabelecidas. Não combinava muito com pensamento enlatado. Sua obra sempre teve uma certa rebeldia contra quem queria dizer ao indivíduo o que ele deveria pensar.
E talvez seja essa a grande mensagem para o domingo:
pense com a própria cabeça.
Antes de votar, pesquise.
Olhe propostas.
Olhe trajetórias.
Olhe contradições.
Desconfie de promessas fáceis — inclusive das que confirmam exatamente aquilo que você gostaria de ouvir.
Porque hoje vivemos outro tipo de cambalache.
A mentira pode parecer verdade.
O espetáculo pode parecer política.
A popularidade pode parecer competência.
E um vídeo de poucos segundos pode tentar decidir uma escolha que terá consequências por anos.
Raul provavelmente perguntaria: “E você? Está pensando ou apenas seguindo a multidão?”
Não precisamos concordar com Raul em tudo para reconhecer a força de sua provocação.
Ele queria liberdade.
Liberdade para pensar.
Para questionar.
Para discordar.
Para não aceitar o mundo simplesmente porque alguém disse que era assim.
E talvez seja justamente isso que uma democracia exige de cada um de nós.
Neste domingo, ninguém precisa pensar igual.
Ninguém precisa votar igual.
Mas todos têm algo em comum:
a responsabilidade pela própria escolha.
A urna não deveria ser lugar de torcida.
Deveria ser lugar de consciência.
Raul morreu em 1989, mas algumas de suas perguntas continuam vivas.
E “Cambalache” talvez seja uma delas.
Uma música de 1934.
Uma gravação de 1987.
Uma reflexão para 2026.
Porque o mundo muda.
Os políticos mudam ( pouco, mas mudam eles não podem vencer o tempo).
Os discursos mudam (apesar de soarem muito repetitivos e parecidos).
Mas uma coisa continua sendo indispensável:
pensar antes de escolher.
E talvez, neste domingo, ouvir Raul seja exatamente isso:
baixar o volume do barulho…
e aumentar o volume da consciência.
PENSE BEM…
O PODER RARAMENTE ESTÁ EM SUAS MÃOS
APROVEITE A OPORTUNIDADE COM SABEDORIA
E COMO DIZ O LEMA DO CLUBE ROCK 🎸 LIGHT
NÃO FIQUEM MARCANDO 🤘🏻
Excelente final de semana
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