Caminhada de Nikolas Ferreira em Brasília termina com recado a Moraes

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Fabiano Blageski
Fabiano Blageski
Radialista em Ponta Grossa, atuou em rádios, TV e sites, com experiência no microfone e nos bastidores. Apaixonado por comunicação, entretenimento e notícias, também é promoter de eventos, assessor de imprensa, destacando-se pela versatilidade e busca constante por aprendizado.
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A caminhada de Nikolas Ferreira chegou ao fim em Brasília neste domingo (25), após o deputado federal percorrer cerca de 240 quilômetros desde Paracatu, em Minas Gerais, até a capital federal. O ato, chamado de “Caminhada pela Liberdade”, reuniu milhares de apoiadores na Praça do Cruzeiro, onde Nikolas fez um discurso em tom firme e direcionado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Do alto de um carro de som, o parlamentar afirmou que “o Brasil não tem medo” do ministro, intensificando a repercussão política da manifestação. A mobilização havia começado quase uma semana antes e contou com transmissões nas redes sociais durante o trajeto.

O encerramento do evento, porém, foi marcado por um grave incidente. Dezenas de apoiadores foram atingidos por um raio enquanto aguardavam o discurso final. Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, 72 pessoas receberam atendimento no local, sendo que 30 foram encaminhadas ao Hospital de Base e ao Hospital Regional da Asa Norte. Outras oito vítimas apresentavam estado instável, exigindo maior atenção das equipes de socorro.

Durante seu discurso, Nikolas Ferreira pediu que os manifestantes evitassem qualquer tipo de confronto ou tentativa de invasão. Ele citou decisões recentes do ministro Alexandre de Moraes e afirmou que “a tirania não será vencida na marra”, defendendo que o diálogo e a mobilização pacífica seriam os caminhos para suas pautas políticas. “Use sua voz, converse, participe. Não vamos ganhar invadindo nenhum lugar”, declarou.

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O deputado também orientou que ninguém se dirigisse até a Praça dos Três Poderes, local de grande simbolismo após os atos de 8 de janeiro. “A esquerda quer um motivo para nos destruir. Ninguém deve descer para a Esplanada”, reforçou.

Apesar de terem apoiado a iniciativa, Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro não compareceram ao ato final. Michelle esteve com Nikolas apenas pela manhã, em um momento de oração transmitido ao vivo.

Como medida preventiva, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) cercou o Palácio do Planalto com grades e reforçou o policiamento. A semana havia sido marcada por uma determinação de Moraes proibindo atos em frente ao Complexo Penitenciário da Papuda, local onde o ex-presidente Bolsonaro cumpre prisão.

A caminhada de Nikolas Ferreira seguirá repercutindo no cenário político nacional, principalmente após o episódio envolvendo o raio e o grande público mobilizado no Distrito Federal.

Leia também: Raio atinge caminhada de Nikolas em Brasília e deixa feridos; Bombeiros fazem socorro

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