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Casal é indiciado após desviar mais de R$ 570 mil de cartório em Ponta Grossa

Investigação da Polícia Civil desmantelou esquema criminoso liderado por ex-interina e seu marido. Prejuízo ultrapassa a marca de meio milhão de reais e envolveu o uso fraudulento de contas bancárias e PIX.

Casal é indiciado após desviar mais de R$ 570 mil de cartório em Ponta Grossa
Casal é indiciado após desviar mais de R$ 570 mil de cartório em Ponta Grossa
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A Polícia Civil do Paraná, por intermédio do 2º Distrito Policial de Ponta Grossa, concluiu um inquérito que expôs um audacioso esquema de fraude financeira no interior de uma serventia extrajudicial da cidade. Uma mulher de 32 anos, que atuava como escrevente, e seu marido, de 34 anos, foram formalmente indiciados por desviar R$ 576.615,97.

Para garantir o ressarcimento dos danos, o Poder Judiciário acatou a representação do delegado responsável e decretou o bloqueio integral de contas bancárias, além de bens móveis e imóveis do casal.

O “Modus Operandi” do Casal

De acordo com o cruzamento de dados realizado pelos investigadores, a fraude se apoiava na confiança depositada no cargo da suspeita, que já havia sido interina do cartório. O esquema se dividia em duas frentes principais:

  • Golpe do PIX: Alegando supostas falhas operacionais e técnicas nos sistemas oficiais de cobrança da serventia, a mulher convencia os usuários do cartório a realizarem os pagamentos de taxas e emolumentos via PIX, diretamente para as contas bancárias particulares do casal.

  • Conta Paralela e Empréstimos: A escrevente manteve ativa, sob sua gestão exclusiva, uma conta bancária vinculada ao CNPJ do próprio cartório. Empresas e clientes depositavam valores legítimos nessa conta paralela. Para maximizar os lucros ilícitos, os indiciados esgotaram os limites do cheque especial e contraíram diversos empréstimos no nome da serventia.

O dinheiro obtido fraudulentamente era integralmente revertido para o custeio de despesas pessoais da dupla. Como resultado, o cartório acumulou um grave passivo financeiro, correndo sério risco de negativação.

Consequências Legais e Próximos Passos

Com o encerramento das investigações, o casal responderá pelos crimes de apropriação indébita majorada (art. 168 do Código Penal) e estelionato (art. 171 do Código Penal).

  • Apropriação Indébita Majorada: Por ter sido praticada em razão do ofício da suspeita, a pena base sofre um aumento de um terço, podendo chegar a 5 anos e 4 meses de reclusão.

  • Estelionato: A sanção máxima prevista para este crime é de até 5 anos de reclusão e multa.

O relatório final do inquérito já foi remetido ao Ministério Público do Paraná (MPPR) e ao Poder Judiciário, que darão início à respectiva ação penal. O patrimônio dos investigados permanecerá congelado pela Justiça até o desfecho do processo, visando assegurar a devolução integral do montante desviado.

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Igor Rugilo
Autoria
Igor Rugilo
Igor Rugilo é repórter policial no Boca no Trombone desde 2023. Com mais de uma década na comunicação, iniciou sua trajetória em 2013 como sonoplasta em uma rádio da cidade, onde despertou a paixão pela área policial. Tendo cursado Jornalismo na Unisecal, hoje dedica-se à cobertura de segurança pública, levando informação ágil aos leitores.
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