Caso Icaraíma: laudo da PCPR aponta que cobradores não foram torturados antes de serem mortos

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Marcos Silva
Marcos Silva
Jornalista associado à Abrajet-PR, formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), com MBA em Gestão da Comunicação Empresarial (TUIUTI). Profissional com quase 20 anos de atuação em redações de rádio, jornal e portais de notícia.
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O caso Icaraíma ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (10) após a divulgação de um laudo técnico da Polícia Civil do Paraná (PCPR). Segundo o documento, os quatro cobradores mortos em agosto deste ano não foram torturados antes da execução. O material reforça que as mortes ocorreram de maneira imediata, ainda no momento em que o grupo chegou à propriedade rural localizada em Vila Rica, área pertencente ao município de Icaraíma, no Noroeste do Paraná.

As vítimas — Robishley Hirnani de Oliveira, Diego Henrique Affonso, Rafael Juliano Marascalchi e Alencar Gonçalves de Souza Giron — desapareceram no dia 5 de agosto de 2025, quando saíram para cobrar uma dívida. Desde então, não foram mais vistos com vida, até terem seus corpos localizados em uma área de mata.

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De acordo com a PCPR, a investigação se baseia também em áudios enviados por Diego para a esposa nos momentos que antecederam a morte. O conteúdo comprova que o grupo chegou em uma Fiat Toro ao endereço por volta das 12h30 daquele dia, com o objetivo de realizar a cobrança. No entanto, assim que estacionaram na propriedade, teriam sido surpreendidos por uma emboscada.

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O laudo descreve que pelo menos cinco armas de fogo foram utilizadas contra os cobradores enquanto eles ainda estavam dentro do veículo. Os disparos atingiram regiões vitais, como cabeça e tórax, o que, segundo os peritos, torna “remota a possibilidade de sobrevida para manutenção em cativeiro”, afastando a hipótese de tortura ou sequestro.

“O conjunto dos indícios apurados indica que não houve sequestro, que as vítimas não foram mantidas em cativeiro e não houve tortura, pois as mortes foram instantâneas”, cita o documento da PCPR.

Após a execução, os suspeitos teriam transportado os corpos na própria Fiat Toro até o local onde foram enterrados. O relatório, porém, não detalha informações sobre a autoria do crime, que segue sendo investigada. A Polícia Civil afirma que novas atualizações serão divulgadas conforme o avanço das diligências.

Confira as informações da PCPR na íntegra aqui:

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