Caso Ricardo Osinski: defesa de Jane Mara aponta falta de laudo e julgamento em Ponta Grossa é remarcado
Julgamento de Jane Mara em Ponta Grossa é remarcado após decisão do TJ-PR. Defesa aponta falta de laudo e questiona colaboração premiada.

O julgamento de Jane Mara em Ponta Grossa foi remarcado após uma decisão judicial que determinou o desmembramento do processo relacionado à morte de Ricardo de Oliveira Osinski. A defesa afirma que a medida foi necessária diante da existência de novos elementos no processo e sustenta que busca garantir ampla defesa e um julgamento considerado justo.
Ricardo foi encontrado morto no dia 26 de março de 2025, em uma área próxima à Estrada do Alagado, em Ponta Grossa. A investigação levou à denúncia contra Pedro Henrique Pereira, Fernando Siqueira de Oliveira e Jane Mara de Souza pelo homicídio.
A defesa de Jane afirma que, antes da primeira data prevista para o Tribunal do Júri, identificou a ausência de um laudo pericial relacionado ao local onde Ricardo foi encontrado. Segundo a advogada Ticiara Naiane Campos, o documento ainda estava em elaboração quando a sessão estava próxima de acontecer.
De acordo com a defesa, a falta desse material poderia prejudicar a análise dos jurados. A advogada argumenta que uma acusação de homicídio exige que todos os elementos técnicos estejam disponíveis antes do julgamento.
Outro ponto apresentado pela defesa foi a colaboração premiada firmada por Pedro Henrique Pereira. Segundo a advogada, o acordo trouxe uma nova versão dos fatos e atribuiu a Jane a condição de suposta mandante da morte.
A defesa afirma que Pedro apresentou diferentes relatos durante a investigação e questiona a necessidade de que Jane fosse julgada juntamente com um corréu colaborador que passou a apresentar acusações contra ela.
O caso chegou ao Tribunal de Justiça do Paraná, que reconheceu a existência de uma situação envolvendo acusações entre os próprios réus e determinou o desmembramento dos julgamentos. Com isso, o julgamento de Jane Mara terá uma nova data.
A defesa afirma que Jane nega ter determinado a morte de Ricardo e que pretende apresentar sua versão aos jurados.
Relembre o caso Ricardo Osinski
A morte de Ricardo de Oliveira Osinski começou a ser investigada após o corpo da vítima ser encontrado na região da Estrada do Alagado, em Ponta Grossa, no dia 26 de março de 2025.
Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), a investigação apontou suspeitas envolvendo movimentações financeiras realizadas antes e depois da morte. Conforme informado pela polícia, valores teriam sido retirados das contas da vítima durante o período investigado.
A PCPR também informou que a investigação apontou suspeitas de cárcere privado, sedação da vítima e homicídio qualificado. As informações fazem parte da tese apresentada pela investigação e serão analisadas durante o processo judicial.
Durante o andamento do caso, Pedro Henrique Pereira confessou participação na morte durante a investigação e posteriormente firmou acordo de colaboração premiada homologado pela Justiça.
Segundo a decisão judicial, a colaboração apresentou elementos relacionados à participação dos demais envolvidos. O conteúdo integral das declarações será analisado dentro do processo.
Além de Jane Mara, também são réus Fernando Siqueira de Oliveira e Pedro Henrique Pereira. Os três foram denunciados por crimes relacionados ao homicídio de Ricardo.
A Justiça manteve a prisão preventiva dos acusados em decisão de setembro de 2026. O magistrado responsável apontou a permanência dos fundamentos utilizados anteriormente para a medida cautelar.
O Tribunal do Júri deverá analisar as acusações apresentadas pelo Ministério Público e os argumentos das defesas. Até uma decisão definitiva, os envolvidos permanecem na condição de acusados, com garantia da presunção de inocência.
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