Colômbia registra 17 mil prisões em 36 dias, diz presidente
O presidente da Colômbia, De la Espriella, afirmou que as forças de segurança realizaram 17.147 prisões desde 7 de agosto, quando assumiu o cargo. Ele também anunciou a elaboração de um estatuto antiterrorista e diferenciou protestos pacíficos de atos violentos.

O presidente da Colômbia, De la Espriella, anunciou nesta quinta-feira que as forças de segurança do país realizaram 17.147 prisões desde 7 de agosto, data em que assumiu a Presidência. O número foi divulgado durante um pronunciamento oficial, no qual o mandatário também detalhou ações contra líderes de grupos que classificou como “narcoterroristas”.
“Desde 7 de agosto, foram realizadas 17.147 prisões. São mais de 17 mil prisões em apenas 36 dias de governo”, afirmou. O balanço representa uma média de aproximadamente 476 detenções por dia no período.
Ofensiva contra lideranças do narcotráfico
Segundo De la Espriella, as forças de segurança atingiram 24 líderes das principais estruturas que ele classifica como “narcoterroristas” no país desde 7 de agosto. Do total, 19 foram capturados e cinco morreram durante operações policiais e militares.
O presidente não detalhou os nomes dos líderes ou as regiões onde as operações ocorreram. A fonte não detalhou se as ações se concentraram em áreas específicas do território colombiano.
Transferência de presos em instalações militares
O presidente também determinou a análise da situação de pessoas privadas de liberdade mantidas em instalações militares ou delegacias. Segundo ele, deverão ser realizadas transferências daqueles que estiverem nesses locais sem cumprir os requisitos legais para permanecerem ali.
A medida visa adequar a custódia de detidos às normas vigentes, evitando que pessoas fiquem em locais inadequados por tempo prolongado. A fonte não detalhou quantos presos poderão ser transferidos nem o prazo para a conclusão da análise.
Estatuto antiterrorista em elaboração
O ministro do Interior, Rodrigo Lara, afirmou que trabalha na elaboração de um “estatuto antiterrorista”. A declaração foi dada no contexto do anúncio presidencial, mas não foram fornecidos detalhes sobre o conteúdo da proposta ou sua tramitação no Congresso.
A criação de um estatuto antiterrorista pode ampliar as ferramentas legais para o combate a grupos armados e ao crime organizado. A fonte não detalhou se o texto incluirá mudanças na legislação penal ou processual.
Protestos pacíficos versus atos violentos
Durante o pronunciamento, o mandatário colombiano também diferenciou manifestações pacíficas de atos violentos. Segundo ele, protestos realizados dentro dos limites constitucionais serão respeitados, mas ações contra forças de segurança e a população civil não serão tratadas como manifestações.
“O protesto pacífico exercido dentro do marco da Constituição e da lei será respeitado e garantido pelo meu governo. Mas o terrorismo urbano, o vandalismo, a destruição de infraestrutura e os ataques contra nossa força pública e a população civil não são protesto”, afirmou.
A fala ocorre em um momento de tensão social na Colômbia, onde manifestações têm ocorrido em diversas cidades. O presidente não citou episódios específicos, mas reforçou que o governo distinguirá entre o exercício legítimo do direito de protesto e atos de violência.
Contexto e próximos passos
Os números apresentados por De la Espriella indicam uma intensificação das operações de segurança desde o início de seu governo. A média diária de prisões supera a registrada em períodos anteriores, segundo dados oficiais citados pelo presidente, embora a fonte não tenha detalhado comparações históricas.
O anúncio do estatuto antiterrorista e a revisão das condições de detenção em instalações militares sinalizam que o governo pretende endurecer o combate ao crime organizado e, ao mesmo tempo, adequar as práticas de custódia às normas legais.
A comunidade internacional acompanha com atenção os desdobramentos na Colômbia, especialmente no que diz respeito ao respeito aos direitos humanos e ao uso da força. O governo não informou se haverá divulgação periódica dos dados de prisões ou se as operações serão ampliadas nas próximas semanas.
Para o leitor brasileiro, a situação colombiana serve de referência sobre políticas de segurança pública e seus impactos sociais. O Portal Boca no Trombone continuará acompanhando os desdobramentos e trará novas informações assim que forem divulgadas pelas autoridades colombianas.
Fonte
- www.metropoles.com
- Abelardo de la Espriella (www.gov.co)
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