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Foto: divulgação

O projeto do contorno rodoviário de Ponta Grossa avançou em discussões técnicas após uma reunião realizada em Curitiba entre representantes da Motiva Paraná, do Governo do Estado e de entidades locais. A proposta, que prevê investimento superior a R$ 1 bilhão e geração de até 12 mil empregos, tem como principal objetivo retirar o tráfego pesado da área urbana e aumentar a segurança nas rodovias que cortam o município.

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Durante o encontro, a concessionária apresentou dados que sustentam o traçado escolhido, destacando a eficiência no chamado “balanço de massa”, técnica que busca reduzir o volume de terra movimentado. Segundo os estudos, o modelo atual exige cerca de 1,79 milhão de metros cúbicos de escavação, enquanto uma alternativa defendida por lideranças locais demandaria mais de 9 milhões de metros cúbicos, elevando custos e impactos ambientais.

A diferença entre os projetos também afeta diretamente o tráfego. Caso o traçado alternativo fosse adotado, seriam necessárias mais de 480 mil viagens adicionais de caminhões para transporte de terra, o que aumentaria o desgaste das vias, a emissão de poluentes e o tempo de execução da obra.

Outro ponto levantado é a condição do solo da região de Ponta Grossa, considerado colapsível. Isso significa que o terreno apresenta risco de afundamento ao entrar em contato com água, exigindo maior cautela no planejamento da obra.

Um dos fatores mais sensíveis envolve o sistema de captação de água no Rio Pitangui, responsável pelo abastecimento de grande parte da cidade. De acordo com a Motiva Paraná, o traçado proposto evita áreas de risco onde acidentes com cargas químicas poderiam comprometer a qualidade da água.

Além disso, a concessionária reforça que o projeto busca evitar interferência na Área de Proteção Ambiental da Escarpa Devoniana, reduzindo entraves ambientais e acelerando o processo de licenciamento.

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Desde 2025, o projeto passou por ajustes após dezenas de reuniões com representantes da sociedade civil, setor produtivo e autoridades. Ao todo, mais de 50 entidades participaram das discussões, indicando que o traçado atual é resultado de um processo coletivo, ainda que existam divergências.

A proposta integra um pacote maior de investimentos em infraestrutura rodoviária no Paraná, com foco em mobilidade, segurança e desenvolvimento regional.

Das assessorias

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