O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Alexandre Curi (Republicanos) coloca o pé na porta da sucessão estadual ao admitir que pode disputar o governo mesmo sem o apoio direto de Ratinho Júnior. O movimento não é trivial. Ele sinaliza que a construção da candidatura deixou de ser apenas um arranjo local e passou a envolver o peso da direção nacional do Republicanos.
Se inscreva no nosso canal do YouTube e acompanhe nossa programação diária
Ao mesmo tempo, Curi tenta não romper pontes. Fala em unificação, mantém o discurso de grupo e inclui na equação nomes como Guto Silva (PSD) e Rafael Greca (MDB). Na prática, o que se vê é um tabuleiro aberto, onde ninguém recuou, mas todos evitam confronto direto.
A proximidade com Greca também não é por acaso. Ela reforça a ideia de composição, já que a disputa não passa só pela cabeça de chapa, mas também pelo vice e pelas vagas ao Senado. É um quebra-cabeça que exige equilíbrio entre forças políticas e eleitorais.
Confira as últimas notícias sobre Política (Clique aqui).
Do outro lado, Ratinho Júnior joga com outra estratégia. A filiação de Cristina Graeml ao PSD indica uma tentativa clara de avançar sobre o eleitor conservador de Curitiba, hoje muito associado a Sérgio Moro. É um movimento cirúrgico, mirando um nicho decisivo.
Dentro do grupo governista, a divisão já é perceptível. Há quem defenda uma chapa com Guto e Cristina, enquanto outra ala trabalha com Curi e Greca. Isso mostra que, apesar do discurso de unidade, a disputa interna está longe de ser resolvida.
E, no pano de fundo, o fortalecimento do PL adiciona tensão. Embora o PSD mantenha musculatura, cresce também o número de parlamentares mais críticos ao governo na Assembleia.
Ratinho ainda tem uma posição confortável, mas depende de aliados estratégicos, como o Progressistas de Ricardo Barros. Se esse grupo pender para Moro, o cenário muda de patamar. O risco existe e já entrou no radar.


















