A Nota de Repúdio do DCE da UEPG, foi publicada após a repercussão de um comentário feito pelo vereador Paulo Roberto Balansin (União Brasil) nas redes sociais. A polêmica começou na sexta-feira (23), quando Balansin reagiu a uma postagem sobre a decisão de Santa Catarina que proibiu cotas raciais nas universidades estaduais. Na ocasião, o vereador escreveu: “Parabéns governador acabou com os vagabundos das Cotas e só Malandro na Universidade comendo e dormindo.”

A manifestação do parlamentar gerou forte reação na comunidade acadêmica. Em nota oficial, o Diretório Central dos Estudantes (DCE), por meio da Gestão Marco Zero, afirmou “veemente repúdio” às falas e destacou que elas representam desconhecimento sobre a realidade social brasileira e desrespeito à trajetória de milhares de estudantes que ingressaram no ensino superior por meio das ações afirmativas.
Segundo o DCE, as cotas não são privilégios, mas “instrumentos de justiça social construídos a partir de pesquisas, estatísticas e décadas de exclusão histórica”. A entidade aponta que estudantes negros, pobres e oriundos da rede pública são diretamente beneficiados por políticas que reduzem desigualdades estruturais ainda presentes no país.
O documento também critica o uso do espaço público para deslegitimar políticas que ampliaram o acesso à universidade, diversificaram o perfil dos estudantes e contribuíram para o desenvolvimento científico, cultural e social. Para o DCE, negar a importância das ações afirmativas é ignorar evidências e reforçar injustiças históricas.
Além do repúdio, a nota faz um convite direto ao vereador. O diretório sugere que Balansin visite a UEPG, conheça projetos de pesquisa, extensão e iniciação científica conduzidos por estudantes cotistas e converse com quem vive o impacto dessas políticas. O objetivo é mostrar, na prática, como as ações afirmativas transformam vidas e ampliam oportunidades.
O texto encerra afirmando que atacar as cotas é “um desserviço à educação, à ciência e à justiça social”. O movimento estudantil declara que não aceitará retrocessos nem discursos que reforcem exclusão e desigualdade, ressaltando que defender as cotas é defender um Brasil mais justo, diverso e democrático.
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