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Política

Decreto do governo federal aumenta multas por maus-tratos a animais

O governo federal anunciou nesta semana a edição de um decreto que amplia as multas aplicadas em casos de maus-tratos a animais. A norma foi chamada de “Justiça por Orelha”, em referência ao cão comunitário Orelha, que morreu em janeiro de 2026. As penalidades passam a variar de R$ 1.500 a R$ 50 mil, podendo […]

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Foto: Gil Ferreira/SRI-PR
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O governo federal anunciou nesta semana a edição de um decreto que amplia as multas aplicadas em casos de maus-tratos a animais. A norma foi chamada de “Justiça por Orelha”, em referência ao cão comunitário Orelha, que morreu em janeiro de 2026. As penalidades passam a variar de R$ 1.500 a R$ 50 mil, podendo chegar a R$ 1 milhão em situações consideradas agravantes.

O anúncio foi feito pela ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, durante evento promovido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em comemoração à Semana Nacional dos Animais.

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A medida altera o Decreto nº 6.514/2008, que regulamenta as infrações administrativas ambientais no país. Até então, as multas previstas variavam entre R$ 500 e R$ 3 mil. Durante o discurso, Gleisi destacou que o avanço nas punições é resultado da mobilização de entidades e da sociedade civil em defesa da causa animal.

Segundo a ministra, o enfrentamento aos maus-tratos ainda exige esforço contínuo de conscientização. Ela afirmou que a violência e a crueldade continuam presentes na sociedade, atingindo tanto os animais quanto os próprios seres humanos.

A programação do evento também destacou avanços em políticas públicas voltadas ao bem-estar animal e abriu espaço para a construção participativa de diretrizes que devem orientar as ações do país entre 2026 e 2030. Durante a solenidade, foi anunciada a criação da Conferência Nacional de Direitos Animais, concebida como um espaço permanente de participação social, diálogo entre entes federativos e formulação de políticas públicas para proteção animal.

A proposta busca ampliar a participação da sociedade e fortalecer a cooperação entre União, estados e municípios.

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Durante o encontro também foi sancionada a Lei nº 15.355/2026, que institui a Política de Acolhimento e Manejo de Animais Resgatados (Amar). A legislação tem como objetivo organizar e fortalecer ações de proteção animal em situações de emergência, acidentes e desastres ambientais, buscando reduzir a mortalidade de animais em eventos extremos associados às mudanças climáticas.

Outra iniciativa apresentada foi o Programa Nacional SamuVet, que pretende ampliar a capacidade de resposta do poder público em ocorrências críticas envolvendo a fauna. Sob coordenação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o programa integra a proteção animal às estratégias de prevenção, gestão de riscos e resposta a desastres, além de apoiar estados e municípios em situações de grande impacto ambiental.

Organizado pelo governo federal e presidido pelo secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, o encontro reúne mais de 2 mil participantes, entre representantes de governos, cientistas, organizações internacionais e integrantes da sociedade civil.

*Com informações da assessoria

Yuri Silva
Autoria
Yuri Silva
Sou formado em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Sou jornalista do portal BnT. Possuo aptidão em comunicação textual, verbal e afins. Possuo um apreço especial pelo jornalismo esportivo. Faço parte da equipe do BnT Esporte Clube.
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