Demitido por suposto acesso indevido a sistema, servidor da UEPG volta ao cargo
Reintegração é provisória e foi formalizada por portaria. Procurada pelo BnT, universidade informou que não se manifesta sobre processos em andamento

Um servidor da UEPG foi reintegrado provisoriamente ao cargo por determinação judicial após ter sido demitido em um processo administrativo relacionado à acusação de acesso indevido ao sistema interno da instituição, em Ponta Grossa.
O retorno foi formalizado pela Portaria PROGESP-DICAR nº 2026.238, assinada em 30 de setembro pela pró-reitora de Gestão de Pessoas, Eliane de Fátima Rauski. O documento estabelece a reintegração provisória em cumprimento a uma sentença judicial.
A medida ocorre pouco mais de um ano após a demissão do servidor, que havia sido confirmada pelo Conselho Universitário depois de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). O retorno ao cargo não significa que a disputa judicial tenha sido encerrada.
Processo apurou acesso a informações internas
A acusação envolvia o uso de credenciais do servidor para acessar dados relacionados à folha de pagamento da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Essas informações foram posteriormente divulgadas por ele nas redes sociais, em meio a denúncias relacionadas à disputa pela reitoria.
Na ocasião da demissão, o servidor afirmou ter sido vítima de perseguição. Ele também alegou que o procedimento disciplinar teria sido utilizado como retaliação por conflitos anteriores com a administração da universidade e por seu posicionamento durante a eleição para a reitoria.
A UEPG, por sua vez, sustentou naquele momento que o processo administrativo durou três anos, com produção de provas, depoimentos de testemunhas e garantia de contraditório e ampla defesa. A demissão foi confirmada por maioria no Conselho Universitário.
Reintegração tem caráter provisório
A portaria utiliza expressamente o termo “reintegrar provisoriamente”. Assim, a medida não permite afirmar que houve absolvição definitiva do servidor ou encerramento do processo judicial. Segundo o Plural, o servidor já voltou às suas funções. A reportagem também informou que não há prazo definido para a conclusão da disputa.
UEPG encaminha posicionamento ao BnT
Procurada pelo BnT para comentar o caso, a universidade respondeu por meio da Coordenadoria de Comunicação Social. “A Universidade Estadual de Ponta Grossa não se manifesta sobre processos em andamento”, informou a instituição.
O BnT também tenta contato com a defesa do servidor para obter um posicionamento sobre a decisão judicial e a reintegração. Até o momento, a reportagem não recebeu retorno.
























