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Dinheiro, apostas e crimes: o que revela o indiciamento do presidente do Corinthians

. As investigações continuam enquanto as autoridades buscam esclarecer todos os elementos envolvidos nesse complexo esquema financeiro.

augusto melo
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A Polícia Civil de São Paulo anunciou o indiciamento do presidente do Corinthians, Augusto Melo, e de outras três pessoas, por supostas práticas de furto, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A investigação está relacionada ao contrato entre o clube e a casa de apostas Vai de Bet, que envolve uma quantia significativa e complexas movimentações financeiras.

Relatórios preliminares da polícia indicam que parte da comissão recebida pela casa de apostas foi desviada para a empresa UJ Football Talent Intermediação Ltda., considerada por autoridades como um dos braços do Primeiro Comando da Capital (PCC) no futebol. Essa ligação foi revelada por Vinicius Gritzbach, um empresário que fez uma delação premiada ao Ministério Público, implicando Danilo Lima de Oliveira, conhecido como “Tripa”, na trama criminosa.

Gritzbach foi assassinado em novembro do ano passado e havia alegado ter sido sequestrado por membros do PCC. Durante suas declarações, ele descreveu Tripa como um agente de jogadores que opera tanto no Brasil quanto na Europa.

O contrato de patrocínio com a Vai de Bet, assinado em janeiro deste ano, previa um valor total de R$ 360 milhões para três anos. Parte desse montante incluía uma comissão de 7%, correspondente a aproximadamente R$ 25 milhões, destinada à empresa intermediária Rede Social Media Design Ltda., ligada a Alex Fernando André, que fez parte da equipe de comunicação de Augusto Melo durante sua campanha eleitoral.

Após a realização dos primeiros pagamentos referentes à comissão, investigações revelaram transferências suspeitas para empresas consideradas fantasmas, levando à rescisão do contrato com a Vai de Bet e ao processo de impeachment contra Melo dentro do Corinthians. O clube já se manifestou em nota, alegando ser vítima das circunstâncias investigadas e reafirmando seu compromisso com a transparência.

As investigações estão sendo conduzidas pelo Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), que aponta que o Corinthians teria sido alvo de um sofisticado esquema para ocultar a origem ilícita dos recursos financeiros. Em resposta às acusações, o Corinthians destacou que não tem controle sobre as ações de terceiros relacionadas aos contratos firmados.

Por sua vez, a UJ Football Talent negou qualquer vínculo com organizações criminosas e afirmou que suas operações são regulares e transparentes. A empresa enfatizou sua disposição em colaborar com as autoridades competentes e destacou que nunca integrou ou esteve envolvida com ações ilícitas.

O caso levanta questões sérias sobre a integridade financeira no esporte brasileiro e os impactos das associações ilícitas no mundo do futebol. As investigações continuam enquanto as autoridades buscam esclarecer todos os elementos envolvidos nesse complexo esquema financeiro.

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Boca no Trombone
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