El Niño derrubou as temperaturas em Ponta Grossa? Entenda a virada no tempo
A queda das temperaturas em Ponta Grossa chamou a atenção dos moradores nesta sexta-feira (21), justamente em meio aos alertas sobre a intensificação do El Niño. Apesar da coincidência, o fenômeno climático não é o responsável direto pelo frio registrado na cidade. Segundo o Simepar, a mudança brusca no tempo foi provocada pela passagem de […]

A queda das temperaturas em Ponta Grossa chamou a atenção dos moradores nesta sexta-feira (21), justamente em meio aos alertas sobre a intensificação do El Niño. Apesar da coincidência, o fenômeno climático não é o responsável direto pelo frio registrado na cidade.
Segundo o Simepar, a mudança brusca no tempo foi provocada pela passagem de uma frente fria, seguida pelo avanço de uma massa de ar frio sobre o Paraná. O sistema interrompeu o veranico que elevou os termômetros em diversas regiões do Estado durante o início da semana.
Na tarde desta sexta-feira, Ponta Grossa registrava 17,2°C, com sensação térmica de 16°C. A previsão indicava rajadas de vento que poderiam chegar a 54 km/h, aumentando a sensação de frio. Não havia previsão de chuva para a cidade.
Afinal, qual é a influência do El Niño?
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Sua atuação interfere na circulação atmosférica e altera os padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do mundo.
No Paraná, a influência mais comum é o aumento da frequência e do volume das chuvas. O fenômeno também pode contribuir para períodos de calor intenso, temporais, enchentes e mudanças mais acentuadas nas condições meteorológicas.
Portanto, o El Niño não “derrubou” diretamente as temperaturas em Ponta Grossa. O frio atual está relacionado à frente fria e à massa de ar frio. Entretanto, o fenômeno ajuda a tornar o cenário climático mais instável e pode favorecer a ocorrência de eventos extremos nos próximos meses.
O Simepar informa que o El Niño está em processo de intensificação e tem mais de 90% de probabilidade de atingir intensidade muito forte entre a primavera e o verão de 2026/2027. A expectativa é de chuva acima da média em todas as regiões paranaenses até dezembro.
El Niño também preocupa a área da saúde
A intensificação do fenômeno acendeu um alerta para as redes públicas de saúde. A Fiocruz aponta que chuvas excessivas, enchentes e calor extremo podem aumentar a procura por atendimento médico em diferentes regiões do país. Entre os possíveis impactos estão o crescimento das doenças respiratórias, o agravamento de problemas cardiovasculares e alérgicos e o aumento de arboviroses, como dengue, zika e chikungunya.
Alagamentos também podem dificultar o acesso aos serviços de saúde e comprometer unidades, medicamentos e equipamentos. Em Ponta Grossa e nos Campos Gerais, a atenção deve permanecer voltada às mudanças rápidas no tempo. A queda registrada agora é causada pela frente fria, mas o El Niño poderá ser sentido principalmente pelo aumento das chuvas e pela maior ocorrência de episódios meteorológicos intensos ao longo da primavera e do verão.
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