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Elizabeth, a vencedora das eleições nos Campos Gerais

Vitória de Sérgio Moro reorganiza forças em Ponta Grossa e coloca Elizabeth Schmidt em posição estratégica para os próximos anos.

elizabeth
Foto: Divulgação
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Ponta Grossa tem, neste momento, uma personagem central na nova configuração política dos Campos Gerais: a prefeita Elizabeth Schmidt. Sua trajetória até aqui não foi feita apenas de flores. Pelo contrário. Elizabeth rompeu com o grupo dos irmãos Oliveira que a levou à Prefeitura, deixou o PSD e após Marcelo Rangel anunciar sua candidatura à sucessão municipal, passou a denunciar publicamente o que classificou como uma traição política.

Naquele momento, a prefeita chegou a tentar uma filiação ao PL, mas acabou no União Brasil. Em 2026, finalmente desembarcou no próprio PL, assumiu o comando municipal da legenda e se aproximou definitivamente de Sérgio Moro.

Agora, olhando o tabuleiro depois das urnas, a equação ganhou outra dimensão. Elizabeth apostou em Moro. Não foi uma adesão protocolar. Participou da campanha, comandou a estrutura do PL em Ponta Grossa e esteve diretamente envolvida na mobilização pelo candidato. No dia da eleição, comemorou publicamente a vitória de Moro, conquistada ainda no primeiro turno.

O resultado muda a posição da prefeita. Moro deixa de ser candidato e passa a ser governador eleito. E isso significa que Elizabeth terá, nos dois últimos anos de seu mandato, um aliado no Palácio Iguaçu.

Há um detalhe importante nessa história. Antes mesmo da eleição, Moro já havia dito que Elizabeth teria portas abertas em um eventual governo seu. A declaração ganhou outro peso depois de 4 de outubro.

Mas a política raramente entrega tudo de uma vez.

A vitória de Moro também representa a derrota do grupo político que rompeu com Elizabeth. Sandro Alex não chegou ao governo do Estado. Marcelo Rangel também não alcançou o projeto de retornar ao Congresso. O grupo que durante anos teve influência decisiva sobre a política de Ponta Grossa agora precisa reorganizar suas peças. E esse talvez seja o ponto mais interessante da eleição.

Elizabeth não é a única liderança que sai desse processo com espaço para se movimentar. Mabel Canto, mesmo fora do grupo da prefeita, também preserva capital político e chega ao próximo ciclo eleitoral com condições até mesmo de ter uma candidatura sucessória de peso. Seu pai, Jocelito Canto, também representa a força dos Cantos e ao ter apoiado Moro, poderão ter convites do governador eleito para compor o novo governo. Nesta esteira, os aliados têm prioridades, depois os dissidentes com votações expressivas e disposição para mudar de lado.
A eleição estadual não terminou apenas com um novo governador. Ela redesenhou as relações de força em Ponta Grossa.

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Gleidson Carlos
Autoria
Gleidson Carlos
Gleidson Carlos Greinert é jornalista formado em Comunicação Social desde 2014. Atua como escritor/articulista político, radialista e presta assessoria de imprensa e marketing. Ele é pós-graduado em Ciência Política.
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