A Justiça concedeu liberdade provisória ao empresário preso na quarta-feira, 7 de janeiro, sob suspeita de comercialização irregular de medicamentos. A decisão foi tomada após a análise do auto de prisão em flagrante, quando o Poder Judiciário entendeu que não estavam presentes os requisitos legais para a decretação da prisão preventiva. Com isso, o investigado responderá ao processo em liberdade, enquanto aguarda a conclusão das investigações.
Em nota encaminhada à imprensa, a defesa do empresário informou que atua no caso por meio dos advogados Herculano Filho e Fernando Madureira. Segundo os defensores, desde o início foi sustentado que a situação não justificava a manutenção da prisão cautelar.
De acordo com a defesa, a quantidade de medicamentos apreendida na residência do acusado seria pequena e destinada exclusivamente ao uso pessoal, não havendo, segundo os advogados, indícios de que os produtos seriam comercializados de forma irregular. Essa versão foi apresentada no momento da análise judicial que resultou na concessão da liberdade provisória.
Ainda conforme os representantes legais, o empresário nega a prática de comércio ilegal de medicamentos e permanece colaborando com as autoridades. A defesa afirma que tanto ela quanto o acusado estão à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitados durante o andamento do inquérito.
O caso segue agora sob apuração dos órgãos competentes. Com a decisão judicial, o empresário continuará respondendo ao processo sem estar privado de liberdade, até que as investigações sejam concluídas e haja manifestação definitiva do Ministério Público e do Judiciário sobre o mérito da acusação.
Relembre o caso
A Polícia Civil de Ponta Grossa realizou, na manhã desta quinta-feira (8), o cumprimento de um mandado de busca e apreensão que resultou na apreensão de medicamentos comercializados de forma irregular por meio de redes sociais. A ação teve como alvo um homem de 36 anos, morador do bairro San Martin, em Ponta Grossa.
Durante a diligência na residência do investigado, os policiais localizaram um frasco do medicamento Tirzec 15, além de cinco seringas para aplicação e um aparelho celular que, segundo a investigação, era utilizado nas negociações. Os produtos estavam armazenados na geladeira do imóvel e foram apreendidos para perícia técnica.
Investigação
A investigação teve início a partir de denúncia anônima, que apontava o uso de um perfil no Instagram para anunciar a venda de medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”. Esses produtos atuam na redução dos níveis de açúcar no sangue e são associados à perda de peso.
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