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Escola confirma irregularidades em histórico escolar usado em nomeação anulada pela Prefeitura de Imbaú

Escola confirma irregularidades em histórico escolar citado em decreto que anulou nomeação na Prefeitura de Imbaú, segundo documentos obtidos pelo BnT

Escola confirma irregularidades em histórico escolar usado em nomeação anulada pela Prefeitura de Imbaú
Foto: Rafael Chuí / Klabin
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O caso envolvendo a anulação da nomeação do ex-secretário municipal de Finanças de Imbaú teve um novo desdobramento com a confirmação formal, por parte da instituição de ensino mencionada no processo, de que o histórico escolar apresentado contém diversas irregularidades.

Documento encaminhado à Prefeitura de Imbaú pela unidade escolar estadual localizada em Curitiba, datado de 16 de dezembro de 2025, confirma que foi realizada a verificação da vida escolar de Luciano Siqueira de Almeida, após solicitação feita pelo Município. Segundo a resposta oficial da escola, foram constatadas múltiplas inconsistências no histórico escolar apresentado.

Entre as irregularidades apontadas estão divergências nos atos oficiais do estabelecimento de ensino em relação ao período indicado, carimbo incompatível, disciplinas e cargas horárias que não correspondem à matriz curricular da época, além da menção a um curso de suplência que, conforme a instituição, nunca foi ofertado pela unidade.

O documento também informa que a data de expedição do histórico escolar não condiz com o calendário escolar, uma vez que as aulas se encerram no final de dezembro, enquanto o histórico apresentado indicaria emissão em 5 de dezembro de 2019. Além disso, o sistema de avaliação descrito não corresponde ao utilizado pela escola, e os nomes do diretor e do secretário que constam no documento jamais integraram o quadro de funcionários da instituição.

A confirmação da escola reforça os fundamentos do Decreto Municipal nº 479/2025, publicado pela Prefeitura de Imbaú, que declarou a nulidade absoluta do ato de nomeação do então secretário de Finanças, sob o entendimento de que a escolaridade mínima exigida constitui requisito essencial para a validade do ato administrativo.

Conforme já informado anteriormente pelo Município, a irregularidade documental teria sido identificada apenas após a exoneração do servidor, ocorrida por motivo diverso, quando então foi realizada a verificação formal junto à instituição de ensino indicada no histórico.

Procurada pela reportagem do BnT Online, a prefeita de Imbaú, Dayane Sovinski, afirmou: “Esse assunto está encerrado para mim. Agora quem trata é a Justiça.”.

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A Prefeitura determinou o encaminhamento da documentação ao Ministério Público do Estado do Paraná, ao Tribunal de Contas do Estado do Paraná e à Procuradoria-Geral do Município, além do registro de boletim de ocorrência, com o objetivo de permitir a apuração dos fatos pelos órgãos competentes.

Em manifestação anterior ao Portal BnT Online, o ex-secretário alegou que a anulação da nomeação configuraria perseguição política e afirmou que adotaria medidas judiciais. Até o momento, não houve novo posicionamento público após a confirmação formal da escola.

O BnT Online também solicitou ao MP um posicionamento e segue acompanhando o caso e para atualizar as informações conforme novos desdobramentos oficiais forem confirmados.

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João Maciel
Autoria
João Maciel
Jornalista pós-graduado em Produção Textual e Leitura, com grande experiência em assessoria de imprensa, marketing, política e campanhas eleitorais. Coapresentador do BnT News e repórter no Portal BnT Online.
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