Estamos associados pelo motivo errado?
Associativismo empresarial vai além dos benefícios: cooperação, propósito e geração de valor são motivos que podem fortalecer empresas e impulsionar o desenvolvimento.

Talvez o problema do associativismo não seja a falta de benefícios.
Talvez seja a falta de propósito.
Passamos a vida perseguindo motivos.
Queremos dinheiro.
Queremos faturamento.
Queremos lucro.
Queremos benefícios.
Queremos direitos.
Mas, muitas vezes, esquecemos de perguntar:
Para quê?
O dinheiro é o motivo do trabalho, mas pode ser apenas o meio para conquistar liberdade.
O faturamento é o motivo da empresa, mas não revela todo o seu valor.
A troca é o motivo do mercado, mas é a cooperação que permite que a riqueza seja criada e circule.
E a associação?
Por que uma empresa se associa?
Para ganhar mais.
É legítimo.
Mas isso é o motivo, não necessariamente o propósito.
O propósito pode ser muito maior:
organizar a cooperação para gerar mais valor.
Quando empresas cooperam, podem produzir mais, competir melhor, ampliar mercados, compartilhar conhecimento, reduzir custos e fortalecer o ambiente de negócios.
E quando o ambiente prospera, o valor não fica restrito ao associado.
Ele se espalha.
Mais empresas fortes.
Mais empregos.
Mais renda.
Mais circulação de dinheiro.
Mais patrimônio.
Mais desenvolvimento.
É por isso que acredito que o grande desafio das associações não é apenas vender benefícios.
É revelar o propósito de associar.
Porque existe uma diferença enorme entre:
“Eu me associo porque quero ganhar mais.”
e
“Eu me associo porque, juntos, podemos gerar mais valor.”
A primeira frase representa um interesse.
A segunda representa uma visão.
O motivo nos move.
O propósito nos orienta.
O associativismo organiza a cooperação.
Talvez esteja na hora de perguntarmos:
Estamos apenas buscando os benefícios de estar associados ou estamos construindo o valor de estarmos juntos?
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