Por que existe uma estátua do Laçador no Japão
Uma estátua do Laçador, símbolo do Rio Grande do Sul, está no Japão. A obra foi presente da cidade de Porto Alegre para Kanazawa, sua cidade-irmã desde 1967. Em troca, uma lanterna de pedra japonesa foi instalada no Parcão, em Porto Alegre.

Quem visita o parque Kenrokuen, em Kanazawa, no Japão, pode se deparar com uma figura típica do sul do Brasil: a estátua do Laçador. A presença do monumento em terras japonesas é resultado de uma relação de quase 60 anos entre a cidade japonesa e Porto Alegre, que são cidades-irmãs desde 1967.
Laçador no Japão: um presente simbólico
A estátua do Laçador foi enviada a Kanazawa como parte do intercâmbio cultural entre as duas cidades. A obra representa o gaúcho, símbolo da cultura do Rio Grande do Sul, e hoje está em um parque japonês, onde chama a atenção de moradores e turistas. A iniciativa foi uma forma de celebrar os laços de amizade que unem os dois municípios.
Em contrapartida, Kanazawa presenteou Porto Alegre com uma lanterna de pedra, que foi instalada no Parque Moinhos de Vento, conhecido como Parcão. O objeto é típico da cultura japonesa e ornamenta o espaço público, servindo como lembrança constante da parceria entre as cidades.
Cidades-irmãs desde 1967
Porto Alegre e Kanazawa firmaram o acordo de cidades-irmãs em 1967, tornando-se as primeiras do Brasil e do Japão a estabelecer esse tipo de vínculo. Desde então, as duas mantêm trocas culturais e institucionais. A amizade rendeu não apenas os presentes, mas também a nomeação de uma rua em homenagem à cidade japonesa em Porto Alegre.
Kanazawa, localizada na província de Ishikawa, é conhecida por seus jardins históricos e bairros de geishas. Já Porto Alegre é a capital do Rio Grande do Sul e um importante centro cultural do Brasil. A relação entre as duas cidades é um exemplo de diplomacia municipal que transcende continentes.
Intercâmbio cultural que perdura
A presença do Laçador no Japão e da lanterna no Parcão são símbolos visíveis de uma parceria que já dura quase seis décadas. A troca de monumentos reforça os laços de amizade e promove o conhecimento mútuo entre as culturas brasileira e japonesa. Para os porto-alegrenses, a lanterna de pedra é um convite à reflexão sobre essa conexão internacional.
Embora a estátua do Laçador esteja distante, ela cumpre seu papel de representar o Rio Grande do Sul em solo asiático. A história mostra como gestos simbólicos podem fortalecer relações entre povos tão distantes geograficamente.
Um vínculo que inspira
A relação entre Porto Alegre e Kanazawa serve de inspiração para outras cidades que buscam cooperação internacional. O intercâmbio cultural, materializado em monumentos e logradouros, demonstra que a amizade entre nações pode começar no nível municipal. A estátua do Laçador no Japão é, portanto, mais do que uma obra de arte: é um elo entre duas culturas.
Para quem deseja conhecer mais sobre essa história, vale a pena visitar o Parcão em Porto Alegre e observar a lanterna de pedra japonesa. E, quem sabe, um dia visitar Kanazawa para ver de perto o Laçador em terras nipônicas.























