Estreito de Ormuz volta ao controle do Irã e tensão pode afetar preço do petróleo

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Nilson de Paula
Nilson de Paulahttp://www.bntonline.com.br
Jornalista formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), mestre em Ciências Sociais Aplicadas pela mesma instituição e produtor cultural. Atua como pesquisador das rotinas e das produções jornalísticas, com foco em relações étnico-raciais, história e política, articulando comunicação, análise social e práticas culturais em sua trajetória profissional e acadêmica.
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O controle do Estreito de Ormuz foi restabelecido pelo Irã neste sábado (18), segundo a agência oficial Irna, com reforço na fiscalização militar em uma das regiões mais estratégicas para o transporte global de petróleo.

De acordo com o porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari, a área agora está sob “controle rigoroso” das Forças Armadas iranianas. O estreito é considerado vital para o comércio internacional, já que cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo passa por essa rota.

Segundo o militar, o Irã havia flexibilizado anteriormente a circulação de embarcações comerciais e petroleiros como gesto de “boa fé”, respeitando acordos firmados em negociações diplomáticas. No entanto, o país acusa os Estados Unidos de descumprirem esses compromissos, além de realizarem ações classificadas como “pirataria marítima”.

Diante desse cenário, o governo iraniano decidiu retomar o controle total do Estreito de Ormuz, restabelecendo regras mais rígidas para a navegação.

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A agência Tasnim, ligada ao Corpo de Guardas da Revolução Islâmica, já havia alertado que o estreito poderia ser fechado novamente caso persistissem ações militares norte-americanas na região. Um eventual bloqueio teria impacto imediato na economia global, especialmente no preço do petróleo — reflexo que também pode chegar ao Brasil, com possível aumento nos combustíveis.

Autoridades iranianas afirmam que a presença de embarcações dos Estados Unidos no Oceano Índico representa uma violação do acordo de cessar-fogo. Esses navios estariam posicionados estrategicamente para responder a possíveis ações militares do Irã.

Na última quinta-feira (16), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um acordo de cessar-fogo entre Líbano e Israel com duração de dez dias. A trégua foi considerada essencial pelo Irã para manter negociações diplomáticas.

Já na sexta-feira (17), a Marinha da Guarda Revolucionária informou que uma nova diretriz passaria a orientar o funcionamento do Estreito de Ormuz durante o período de cessar-fogo. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que a navegação estaria liberada temporariamente, garantindo o fluxo comercial enquanto o acordo estiver em vigor.

Apesar disso, o cenário segue instável, e especialistas apontam que qualquer nova escalada pode afetar diretamente o mercado internacional.

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