Por que Fauci foi questionado no Senado sobre a origem da covid
Anthony Fauci compareceu a audiência do Comitê de Segurança Interna do Senado dos EUA e foi questionado sobre a origem da covid-19. Ele permaneceu em silêncio, alegando perseguição política do senador Rand Paul. A sessão também abordou financiamentos ao Instituto de Virologia de Wuhan.

Audiência no Senado coloca Anthony Fauci sob pressão
O ex-infectologista chefe dos Estados Unidos, Anthony Fauci, foi interrogado em audiência do Comitê de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado americano. Além disso, o depoimento, ocorrido na quarta-feira passada em Washington, focou na origem da covid-19. Dessa forma, a sessão representou o ápice de uma longa pressão de senadores republicanos sobre o ex-conselheiro, um dos principais nomes do combate à pandemia.
Silêncio estratégico e acusações de perseguição
Invocando a Quinta Emenda
Ao ser questionado sobre como surgiu o novo coronavírus e sobre o financiamento de pesquisas na área, Fauci permaneceu em silêncio. Consequentemente, ele se apoiou na Quinta Emenda da Constituição dos EUA, que protege contra a autoincriminação. Além disso, o direito constitucional é frequentemente invocado perante o Congresso e não implica admissão de culpa.
Isto é, o objetivo da emenda é proteger os indivíduos contra coerções, erros e transferência injusta do ônus da prova de atos ilícitos.
Crítica ao senador Rand Paul
Fauci acusou o senador republicano Rand Paul, que presidiu a audiência, de ter uma “obsessão óbvia” em processá-lo. Ou seja, segundo o médico, a convocação visava fazê-lo dizer algo que justificasse as promessas públicas de Paul de que Fauci acabaria “atrás das grades”.
O papel central de Fauci na pandemia
Liderança na força-tarefa da Casa Branca
A relação conturbada entre Fauci e setores do Partido Republicano se arrasta desde o início da crise sanitária. Durante a pandemia, ele foi o principal conselheiro do governo para a doença e membro-chave da força-tarefa criada pelo então presidente Donald Trump. Além disso, o médico liderou por 38 anos o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), órgão que financiou estudos no Instituto de Virologia de Wuhan, em Wuhan, China.
Responsabilização por medidas restritivas
Na audiência, senadores republicanos citaram “milhares de páginas de documentos governamentais” para responsabilizar Fauci pelo fechamento de escolas e pelos lockdowns. No entanto, a fonte não detalhou o conteúdo desses documentos. Além disso, esta foi a primeira audiência de Fauci após a concessão do indulto presidencial.
Financiamento ao Instituto de Virologia de Wuhan
O NIAID financiou estudos no laboratório chinês, localizado na cidade onde o vírus começou a se espalhar. Apesar das suspeitas de parlamentares, não há evidências de que essas pesquisas tenham desencadeado a pandemia. Contudo, os questionamentos sobre a origem da covid-19 dominaram parte da sessão, mas as perguntas sobre o financiamento permanecem sem esclarecimento.
Ademais, a audiência ocorreu em um contexto de forte polarização partidária.
Diário e indulto preventivo
Além disso, Fauci manteve um diário entre 2019 e 2022. As anotações, registradas em computador de trabalho associado à sua conta governamental, tornaram-se públicas. Em seguida, o equipamento foi recuperado pelo secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr. e sua equipe.
Além disso, em 19 de janeiro de 2025, o presidente Joe Biden concedeu a Fauci e outros um “indulto preventivo” incomum. Ou seja, o perdão abrange as atividades do médico de 2014 até aquela data.
Acusações sem evidências
Apesar da gravidade das acusações, não foram apresentadas provas ou evidências científicas durante a audiência. Dessa forma, a sessão reforçou o clima de polarização em torno da figura de Fauci, que se tornou alvo de críticas e ameaças ao longo da pandemia.
Em resumo, a audiência terminou sem conclusões definitivas, mantendo os holofotes sobre o ex-conselheiro. Consequentemente, seu legado permanece profundamente dividido na política americana. Enquanto isso, o debate sobre a origem da covid-19 segue sem respostas definitivas.























