Fachin cobra PF para concluir inquérito das fake news
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, cobrou agilidade da Polícia Federal para concluir o inquérito das fake news. A reunião ocorreu nesta terça-feira (13), em Brasília, e também definiu encaminhamentos sobre investigações envolvendo ministros da Corte.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, reuniu-se nesta terça-feira (13), em Brasília, com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. No encontro, o magistrado cobrou agilidade para concluir o inquérito que apura a disseminação de notícias falsas e ataques à Corte. A reunião também serviu para definir como serão conduzidas as investigações envolvendo outros ministros.
Pedido de celeridade no Inquérito 4781
O ponto central da conversa foi o pedido de celeridade para encerrar o Inquérito 4781, popularmente conhecido como inquérito das fake news. Essa investigação foi aberta há sete anos por iniciativa da própria Corte, sem um pedido externo do Ministério Público, o que gera críticas de juristas. O caso, que já foi relatado por Alexandre de Moraes, agora está sob a supervisão de Fachin.
A Polícia Federal se comprometeu a analisar se ainda existem diligências pendentes para, finalmente, apresentar um desfecho sobre as apurações que miraram principalmente aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. A expectativa é que a PF conclua os trabalhos em breve, mas a fonte não detalhou um prazo específico.
Investigações sobre ministros do STF
Além do inquérito das fake news, o encontro tratou de investigações que citam ministros da Suprema Corte. Fachin determinou que a Polícia Federal encaminhe todas as citações feitas a magistrados do STF encontradas nas investigações sobre o Banco Master. O ministro exigiu que esse material seja entregue de forma estritamente descritiva, apresentando o contexto de cada menção sem que a autoridade policial emita juízos de valor ou avaliações subjetivas.
Essa medida visa garantir que o tribunal tenha acesso direto aos fatos para decidir os próximos passos. Vale lembrar que qualquer investigação formal contra ministros da Suprema Corte precisa, obrigatoriamente, de autorização do plenário. As investigações da PF revelaram situações que envolvem diferentes ministros, mas a fonte não detalhou quais seriam os magistrados citados nem o teor exato das menções.
Contexto e críticas ao inquérito
O Inquérito 4781 foi instaurado em 2019, durante a gestão do então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, para apurar notícias falsas, ameaças e ofensas contra a Corte e seus integrantes. Desde então, a investigação gerou polêmica por ter sido aberta de ofício, sem provocação do Ministério Público, o que levou a questionamentos sobre sua legalidade. Juristas apontam que o modelo contraria o sistema acusatório, no qual o Judiciário não deve iniciar investigações por conta própria.
Ao longo dos anos, o inquérito teve como alvo principalmente apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo parlamentares, empresários e ativistas digitais. Várias medidas foram autorizadas, como buscas, apreensões, bloqueios de redes sociais e prisões temporárias. A relatoria passou por mudanças: inicialmente com Alexandre de Moraes, depois com outros ministros, e agora está sob a supervisão de Fachin, na condição de presidente do STF.
Próximos passos e impacto institucional
A cobrança de Fachin por celeridade indica uma tentativa de encerrar um capítulo que se arrasta há sete anos. A conclusão do inquérito pode levar ao arquivamento de parte das apurações ou ao oferecimento de denúncias pelo Ministério Público, caso haja indícios suficientes. No entanto, a fonte não detalhou quais seriam os desdobramentos possíveis.
Para o leitor, o desfecho do inquérito das fake news tem impacto direto na segurança jurídica e na liberdade de expressão. O caso já resultou em decisões que afetaram o funcionamento de redes sociais e a atuação de influenciadores digitais. A conclusão das investigações pode trazer mais clareza sobre os limites entre o discurso legítimo e a disseminação de desinformação.
O Portal Boca no Trombone continuará acompanhando os desdobramentos dessa apuração e das investigações envolvendo ministros do STF. Para mais notícias sobre política nacional e o Judiciário, continue navegando pelo nosso site.















