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Ponta Grossa

Famílias abrem seus lares e corações para crianças em Ponta Grossa

O trabalho desempenhado por cada família acolhedora em Ponta Grossa representa mais do que um gesto de solidariedade: é um ato de proteção que redefine trajetórias. Para Josimara de Jesus, que já recebeu 13 crianças ao longo da jornada, o acolhimento se tornou um propósito. “Difícil é começar. Cada vez que penso em parar, meu […]

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Foto: Divulgação/PMPG
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O trabalho desempenhado por cada família acolhedora em Ponta Grossa representa mais do que um gesto de solidariedade: é um ato de proteção que redefine trajetórias. Para Josimara de Jesus, que já recebeu 13 crianças ao longo da jornada, o acolhimento se tornou um propósito. “Difícil é começar. Cada vez que penso em parar, meu coração diz para continuar”, conta, emocionada.

Medos e incertezas também fizeram parte da decisão de Sônia Fiatkoski antes de se inscrever no programa. O receio de se apegar parecia um obstáculo intransponível — até que ela acolheu um bebê de 10 meses afastado por decisão judicial. “Eu pensei que não conseguiria devolver. Mas e a criança? Ela precisava de uma família naquele momento”, lembra.

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Para algumas famílias, acolher já faz parte da história. É o caso de Rejiane Zahaila, que cresceu vendo a mãe abrir as portas para crianças em situação de vulnerabilidade. Hoje, repete o gesto ao lado dos três filhos, ensinando empatia e responsabilidade às novas gerações.

Antes de receber uma criança, as famílias passam por capacitações promovidas pela Fundação de Assistência Social de Ponta Grossa (FASPG). No encontro mais recente, realizado em novembro, a acolhedora Daniela Schwab compartilhou vivências e reforçou a importância do preparo. “Relembramos por que estamos aqui, ajustamos expectativas e fortalecemos nossa coragem”, explica.

Embora seja reconhecido como uma alternativa mais humana em comparação ao acolhimento institucional, o programa enfrenta um desafio crescente: a falta de voluntários. Atualmente, apenas oito famílias estão aptas a acolher, enquanto 74 crianças e adolescentes permanecem em instituições. Para a presidente da FASPG, Tatyana Belo, a diferença é profunda. “O acolhimento familiar oferece afetos, rotina e individualidade — algo que nenhuma estrutura coletiva consegue reproduzir”, pontua.

A demanda reprimida evidencia a urgência por novos participantes. Mesmo assim, quem acolhe garante que as recompensas emocionais superam qualquer dificuldade. “É maravilhoso ver a alegria deles. Não tem preço”, diz Sônia. Ela define o papel das famílias com uma metáfora simples e poderosa. “Somos como um guarda-chuva na tempestade, até que o sol volte a brilhar na vida deles”, complementa.

Serviço

Mais informações estão disponíveis pelos telefones: (42) 3220-1065 – Ramal 2367 / (42) 3220-1254 (WhatsApp); ou pelo e-mail: [email protected].

*Com informações da assessoria
Yuri Silva
Autoria
Yuri Silva
Sou formado em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Sou jornalista do portal BnT. Possuo aptidão em comunicação textual, verbal e afins. Possuo um apreço especial pelo jornalismo esportivo. Faço parte da equipe do BnT Esporte Clube.
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