Feijão tem alta no carioca e queda no preto no Paraná
Com o avanço da colheita e baixa demanda, preços do feijão caem no Brasil, afetando principalmente o carioca de melhor qualidade e o preto tipo 1.

O mercado de feijão no Paraná apresentou oscilações entre 1º e 8 de agosto, segundo levantamento do Indicador Cepea/CNA. Apesar do aumento da oferta nacional com a colheita da terceira safra, o estado registrou comportamentos distintos entre o feijão carioca e o feijão preto.
Na Metade Sul do Paraná, o feijão carioca com notas 8 e 8,5 teve alta de 4,99%, impulsionada pela maior presença de lotes claros e peneiras superiores. Ainda assim, as cotações permanecem abaixo das médias históricas. Já os lotes mais comerciais, remanescentes das últimas colheitas, foram absorvidos pelos compradores, enquanto grãos com defeitos tiveram desvalorização.
O feijão preto tipo 1 enfrenta cenário oposto. Em Curitiba, o preço caiu 1,97%, para R$ 128,96/sc, valor bem abaixo da média histórica de R$ 198,80/sc. Na Metade Sul do Paraná, a retração foi de 0,94%, com a saca cotada a R$ 125,37.
Panorama nacional
No Brasil, o mercado foi marcado pela baixa demanda e aumento da oferta, especialmente com o avanço da colheita da terceira safra em Goiás e Minas Gerais. Esse cenário mantém as cotações sob pressão na maioria das regiões monitoradas, com negociações abaixo das médias históricas.
No feijão carioca com nota 9 ou superior, as quedas foram generalizadas. Em Itapeva (SP), o valor recuou 4,61%, para R$ 232,32/sc, frente à média acumulada desde setembro de 2024 de R$ 259,41/sc. No Leste Goiano, a baixa foi de 3,31% (R$ 201,25/sc) e, no Noroeste de Minas, de 3,64% (R$ 211,04/sc), ante média histórica de R$ 239,63/sc. No Centro/Noroeste Goiano, o recuo foi de 1,12% (R$ 212,22/sc), enquanto em Belo Horizonte (MG) a queda foi de 2,10% (R$ 214,17/sc).
Para o feijão carioca com notas 8 e 8,5, houve alta em praças como Itapeva (SP) (+4,23%), ainda abaixo das médias históricas. No feijão preto tipo 1, a queda foi registrada também em outros estados. No Nordeste do Rio Grande do Sul, houve recuo de 2,3% (R$ 141,67/sc).
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