Fraude no INSS: ex-funcionários da Caixa são alvos da PF

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Nara Souza
Nara Souza
Jornalista graduada e pós-graduada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Tem experiência em revisão de textos, redação jornalística, produção editorial de materiais didáticos para EaD, assessoria de imprensa, jornal impresso e televisão. Redatora Web no Portal BnT Online desde março de 2025.
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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (13), a Operação Recupera para combater uma organização criminosa especializada em fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As investigações identificaram a participação de funcionários e ex-funcionários da Caixa Econômica Federal no esquema, que teria começado em 2018, com a concessão irregular de benefícios assistenciais e previdenciários por meio da inserção de dados falsos nos sistemas do banco.

De acordo com a PF, os investigados usavam seus acessos internos para viabilizar as fraudes, que incluíam a comprovação de vida de pessoas fictícias ou já falecidas, emissão de segundas vias de cartões para beneficiários inexistentes e autorização de pagamentos irregulares. Também foi constatado o uso de documentos adulterados para habilitar benefícios e a atuação sincronizada na manipulação dos sistemas informatizados da Caixa.

A instituição financeira instaurou procedimento disciplinar que levou à demissão dos envolvidos e confirmou a articulação entre eles. Todos já possuíam antecedentes por faltas disciplinares semelhantes, relacionadas à concessão indevida de benefícios. Mesmo após a demissão, em 2022, o grupo continuou o esquema criminoso, delegando a terceiros o saque mensal de pelo menos 17 benefícios fraudulentos ainda ativos.

A operação, realizada com apoio do Ministério Público Federal e da própria Caixa, cumpre seis mandados de busca e apreensão e determina o bloqueio e a indisponibilidade de bens e ativos no valor de R$ 3 milhões. As ordens judiciais, expedidas pela Justiça Federal, são executadas em endereços ligados aos investigados nos estados do Rio de Janeiro e Santa Catarina.

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Os suspeitos poderão responder pelos crimes de organização criminosa e peculato eletrônico.

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