Funcionário de hospital é preso suspeito de vender atestados médicos falsos no Paraná
Segundo a Polícia Civil, documentos eram negociados pela internet e traziam diagnósticos como intoxicação alimentar e cálculo renal

Um funcionário de hospital e uma mulher foram presos nesta segunda-feira (28), em Curitiba, suspeitos de produzir e vender atestados médicos falsos. Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), os documentos eram negociados por aplicativo de mensagens e apresentavam diagnósticos como intoxicação alimentar e cálculo renal. A informação foi divulgada pelo g1 Paraná.
A operação cumpriu mandados nos bairros Boqueirão e Novo Mundo. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados. De acordo com a polícia, o homem trabalha em um hospital da Região Metropolitana de Curitiba e já tinha histórico criminal por falsificação de documentos e por facilitar o acesso a insumos hospitalares. A mulher tinha passagens por furto.
Durante as buscas, os policiais apreenderam dezenas de atestados em branco, carimbos clonados com nomes de médicos, dentistas e pedagogas, além de materiais de impressão, tablets, celulares, comprovantes bancários e munições. Os itens serão encaminhados para perícia.
Investigação começou após ação em 2025
Conforme a PCPR, a operação desta segunda-feira é um desdobramento de informações obtidas após uma ação registrada em 29 de outubro de 2025. A investigação reuniu dados da Polícia Militar e da Polícia Civil.
O delegado Hormínio de Paula Lima Neto afirmou que os atestados eram oferecidos com diagnósticos retroativos. A polícia também investiga a suspeita de que o grupo tinha acesso clandestino a sistemas de câmeras para acompanhar o deslocamento de viaturas.
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Os dois presos foram encaminhados ao sistema prisional. Segundo a PCPR, eles podem responder por falsificação de documento público, falsidade ideológica, uso de documento falso, fraude processual e associação criminosa. A investigação segue em andamento.
























