O Núcleo Regional de Umuarama do Gaeco – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público do Paraná – deflagrou nesta quinta-feira (5) a Operação Proditio, que apura possíveis crimes cometidos por policiais militares em municípios da região Noroeste do estado. As ações ocorreram em Maringá, Paiçandu, Morretes, Cianorte, Japurá, São Tomé, Indianápolis e São Manoel do Paraná.
A operação cumpre um mandado de prisão preventiva e quatro ordens de busca e apreensão, além de outras medidas autorizadas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual. Também foram expedidos mandados de afastamento das funções públicas de dois policiais investigados.
Suspeitas de desvio e venda de veículos apreendidos
De acordo com as investigações, três policiais militares teriam apreendido irregularmente um veículo e, posteriormente, o subtraído de dentro de uma unidade policial. O automóvel teria sido vendido a um terceiro. Em outro caso, um dos investigados também é suspeito de retirar uma motocicleta do pátio da corporação e comercializá-la ilegalmente.
Tanto o carro quanto a motocicleta foram posteriormente recuperados pela Polícia Militar.
O promotor de Justiça Guilherme Franchi da Silva, que acompanha o caso, afirmou por meio de áudio divulgado pelo Ministério Público que as medidas desta fase da operação visam assegurar a continuidade das investigações e evitar interferências no processo.
Cumprimento dos mandados
A operação contou com apoio da Corregedoria da Polícia Militar e da 5ª Companhia Independente de Polícia Militar, com sede em Cianorte. Ao todo, foram cumpridos:
1 mandado de prisão preventiva;
2 mandados de afastamento das funções públicas;
4 mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados (Maringá, Paiçandu, Morretes e Cianorte);
4 mandados de busca e apreensão em destacamentos da PM nas cidades de Japurá, São Tomé, Indianápolis e São Manoel do Paraná;
3 mandados de busca pessoal.
O Ministério Público informou que as investigações seguem em andamento e novas diligências podem ser realizadas conforme o avanço do processo.
áudio do promotor Guilherme Franchi da Silva
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