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Golpes via Pix viram rotina; Polícia orienta comerciantes de PG

Golpes via Pix em Ponta Grossa preocupam bares e restaurantes. Abrasel procurou a Polícia Civil após sequência de tentativas de fraude.

Ponta Grossa
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Uma sequência de golpes via Pix contra bares, restaurantes e outros estabelecimentos do setor de alimentação em Ponta Grossa levou a Abrasel Campos Gerais a procurar a Polícia Civil. Empresários relatam que tentativas de fraude, principalmente com o envio de comprovantes falsos de pagamento, têm se tornado frequentes na cidade.

Na última sexta-feira (4), representantes da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) Campos Gerais se reuniram com o delegado-chefe da 13ª Subdivisão Policial (13ª SDP) de Ponta Grossa, Nagib Nassif Palma, e com o delegado Gabriel Munhoz, que atua na área de estelionato.

O objetivo do encontro foi apresentar à Polícia Civil os relatos registrados por empresários nos últimos meses e discutir formas de prevenir novos golpes.

Segundo o presidente da Abrasel Campos Gerais, Lucas Klas, uma das principais orientações é para que empresários vítimas ou alvos de tentativas de fraude registrem a ocorrência.

“Nossa reunião foi muito produtiva. Apresentamos a eles os relatos dos inúmeros golpes que os associados têm relatado e o perfil de quem faz isso, mas vale ressaltar a necessidade de todos que passaram por isso fazerem o boletim de ocorrência”, afirmou.

Tentativas de golpe se repetem em diferentes estabelecimentos

De acordo com a Abrasel, os alertas já se tornaram frequentes nos grupos que reúnem empresários do setor de alimentação fora do lar em Ponta Grossa. Mensagens avisando sobre uma “tentativa de golpe agora” passaram a fazer parte da rotina dos comerciantes, principalmente diante de situações envolvendo pedidos pagos supostamente por Pix.

A diretora executiva da Abrasel Campos Gerais, Amanda Loureiro, relata que um mesmo suspeito chegou a tentar aplicar o golpe em três estabelecimentos diferentes no mesmo dia.

“O mais surpreendente é que vimos no mesmo dia o golpista tentando três vezes, em diferentes locais, receber o produto com comprovante falso”, relatou.

A fraude ocorre, em geral, quando o criminoso faz um pedido e encaminha ao estabelecimento uma imagem que aparenta ser um comprovante de transferência via Pix. O dinheiro, no entanto, não é efetivamente creditado na conta da empresa. Caso o estabelecimento não confira a movimentação bancária antes de liberar o pedido, pode acabar entregando os produtos sem receber o pagamento.

Polícia orienta comerciantes a conferir Pix diretamente na conta

Entre as principais recomendações apresentadas pela Polícia Civil está a necessidade de não utilizar apenas a imagem do comprovante como confirmação de pagamento. A orientação é que empresários e funcionários confiram diretamente o extrato da conta bancária utilizada pelo estabelecimento antes de entregar qualquer pedido.

Toda a equipe também deve ser orientada a identificar possíveis inconsistências ou sinais de falsificação nos comprovantes apresentados pelos clientes. Outra alternativa recomendada é utilizar o pagamento via Pix diretamente nas maquininhas de cartão. Nesse sistema, o QR Code é gerado no momento da compra e o comerciante pode aguardar a confirmação do pagamento pelo próprio equipamento.

A recomendação é que, diante de qualquer dúvida, o produto não seja entregue até que o recebimento do valor seja efetivamente confirmado.

Tentativa de golpe também deve ser registrada

A Polícia Civil também reforça que não apenas os golpes consumados devem ser comunicados às autoridades. Tentativas de estelionato também precisam ser registradas por meio de Boletim de Ocorrência (BO). Esses registros ajudam os investigadores a identificar padrões, possíveis autores e a dimensão das fraudes praticadas contra estabelecimentos da cidade.

A Abrasel Campos Gerais reforçou o pedido para que empresários que tenham passado por situações semelhantes procurem a polícia e formalizem a denúncia, mesmo quando percebem a fraude antes de sofrer prejuízo. A entidade atua nos Campos Gerais desde 2020 e representa empresas do setor de alimentação fora do lar em mais de dez municípios da região.

Serviço

Empresários que identificarem tentativas ou forem vítimas de golpes devem registrar Boletim de Ocorrência e guardar informações que possam contribuir para a investigação, como números de telefone utilizados, conversas, comprovantes encaminhados e dados relacionados ao pedido.

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