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Governo do Paraná reage à tarifa dos EUA com crédito e medidas fiscais

Paraná lança pacote com crédito e incentivos fiscais para empresas atingidas por tarifa de 50% dos EUA. Indústrias já enfrentam férias coletivas e demissões.

Governador Ratinho Jr
#Foto: Geraldo Bubniak
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O Governo do Paraná anunciou na sexta-feira (25) um pacote de medidas econômicas para apoiar empresas afetadas pela decisão do ex-presidente Donald Trump, que retoma tarifas de 50% sobre produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos a partir de 1º de agosto.

A medida federal norte-americana já está provocando demissões e paralisações temporárias em indústrias paranaenses. Nos Campos Gerais, uma fábrica vai dispensar 100 funcionários em Ventania e Telêmaco Borba, enquanto outras duas empresas anunciaram férias coletivas para mais de 2 mil trabalhadores em Jaguariaíva, Guarapuava e Telêmaco Borba.

Entre os principais setores afetados estão madeira, móveis, carne, papel e celulose, que juntos empregam diretamente mais de 380 mil pessoas no Paraná. Em 2024, o estado exportou US$ 1,58 bilhão aos EUA, sendo US$ 627 milhões só em produtos florestais, segundo a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre).

Diante do cenário, o governo estadual se reuniu com representantes da indústria para ouvir demandas e elaborar soluções. O pacote inclui:

  • Linhas de crédito emergencial via Fomento Paraná e BRDE, com mais de R$ 400 milhões disponíveis;

  • Adiantamento de parcelas de financiamentos contratados;

  • Uso parcial de créditos de ICMS como capital de giro ou garantia;

  • Flexibilização de prazos de investimento para empresas do programa Paraná Competitivo.

Segundo o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, o objetivo é preservar empresas e empregos. O governo também avalia um aporte no Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE) para ampliar o crédito com juros mais baixos.

A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) considerou as ações “paliativas, mas urgentes”. Para o diretor da entidade, Paulo Pupo, o momento exige agilidade para evitar uma crise maior no setor exportador.

A Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada (Abimci) alertou que contratos estão sendo cancelados e há 2,5 mil contêineres parados entre portos e embarques.

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Nara Souza
Autoria
Nara Souza
Jornalista graduada e pós-graduada pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Tem experiência em revisão de textos, redação jornalística, produção editorial de materiais didáticos para EaD, assessoria de imprensa, jornal impresso e televisão. Redatora Web no Portal BnT Online desde março de 2025.
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