Guardiola condena conflitos e critica quem quer seu silêncio
Pep Guardiola, técnico do Manchester City, reafirmou sua condenação a todos os conflitos armados durante entrevista coletiva antes de jogo contra o Liverpool. O espanhol também respondeu a críticas de que, por trabalhar com futebol, não deveria se envolver no tema.

Futebol em segundo plano antes de clássico
Às vésperas de um confronto decisivo contra o Liverpool, em Anfield, pela Premier League, o futebol voltou a estar em segundo plano.
Em entrevista coletiva, Pep Guardiola, técnico do Manchester City, foi questionado sobre temas que transcendem o esporte. O espanhol aproveitou o momento para reafirmar sua posição contrária às guerras ao redor do mundo, sem citar quaisquer territórios ou nações.
A declaração ocorreu em um contexto de atenção midiática intensa, desviando o foco da partida importante que se aproximava. Assim, o palco esportivo serviu mais uma vez para discussões de alcance global.
Condenação firme a todos os conflitos
Guardiola foi direto ao ponto ao expressar sua visão. “Eu condeno todos eles (conflitos). Todos eles”, afirmou o treinador, deixando clara sua rejeição a qualquer tipo de confronto armado.
Ele complementou: “Pessoas inocentes sendo mortas? Eu condeno todos eles”. A fala reforça um posicionamento humanitário, priorizando a proteção de civis acima de quaisquer considerações geopolíticas.
Além disso, Guardiola destacou: “Eu não considero que uma seleção seja mais importante do que as outras, ou que um país seja mais importante do que outro”. Essa perspectiva igualitária busca evitar hierarquias entre nações em meio a tragédias.
Críticas e a defesa do treinador
Resposta às críticas
Desde sua fala inicial, nesta semana, o treinador foi alvo de críticas da imprensa e de diversos setores da sociedade civil. Entre os posicionamentos contrários ao treinador estão visões de que, por trabalhar com futebol, não deveria se envolver nas questões relacionadas a conflitos armados.
Em resposta, Guardiola questionou essa lógica de forma incisiva. “Ok, concentre-se em ser jornalista também”, disse ele, provocando uma reflexão sobre os limites profissionais.
Ele continuou: “(Você) Não pode falar sobre economia, porque não é jornalista especializado em economia, certo?”. Por fim, resumiu: “Concentre-se no futebol, não fale sobre isso, não fale sobre aquilo. É por isso”.
Primeira pergunta em uma década
Raridade do tema no esporte
Na terça-feira (3), antes de confronto com o Newcastle, Guardiola foi questionado pela primeira vez, durante uma entrevista coletiva do Manchester City, sobre temas relacionados a conflitos armados.
O técnico ponderou: “Agradeço, porque é a primeira vez em 10 anos que um jornalista me pergunta sobre isso”. Ele ainda refletiu: “Parece que não me é permitido fazer isso no meu trabalho, não sei”.
Em seguida, lançou uma interrogação retórica: “Mas será que existe quem veja as imagens do mundo todo e não se afete?”. Essa sequência revela tanto a raridade do tema no ambiente esportivo quanto a perplexidade do treinador com a indiferença possível.
Uma dor que não escolhe lado
Sentimento pessoal diante das tragédias
Guardiola continuou explicando seu sentimento pessoal diante das tragédias. “Não se trata de certo ou errado. Isso me machuca. Para mim, dói”, confessou.
Ele ampliou o raciocínio: “Se fosse o lado oposto, também me machucaria”. O treinador então concluiu: “Desejar o mal para outro país? Isso me machuca. Não se trata de posição. Me desculpem, este é o meu sentimento”.
Dessa forma, ele enfatizou que sua reação é emocional e humana, não política ou estratégica. A abordagem busca um terreno comum de compaixão, independentemente das partes envolvidas.
Posicionamento anterior sobre Gaza
Engajamento prévio em causas humanitárias
Essa não foi a primeira vez que o técnico espanhol se posicionou a favor da Palestina. Em diversas entrevistas, Guardiola classificou que o acontece em Gaza é um genocídio.
O termo genocídio também é utilizado pela ONU para caracterizar a atuação de Israel na região. Portanto, suas declarações recentes ecoam um engajamento prévio em causas humanitárias específicas.
O uso da mesma terminologia por uma organização internacional dá respaldo factual à sua escolha de palavras. Assim, o treinador mantém uma linha coerente de condenação a violências em larga escala.






















