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Guia ilustrado tem 50 plantas medicinais da Mata Atlântica

Um guia ilustrado lançado em 2025 reúne 50 espécies de plantas medicinais nativas e naturalizadas da Mata Atlântica. A obra busca aproximar a população da biodiversidade do bioma, que hoje ocupa uma fração de sua extensão original.

Guia ilustrado tem 50 plantas medicinais da Mata Atlântica
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Um bioma em fragmentos: a Mata Atlântica hoje

A Mata Atlântica é um dos ecossistemas mais ricos do planeta. Atualmente, ela ocupa apenas 12,5% de sua área original.

Paradoxalmente, cerca de 70% da população brasileira vive em seu território remanescente. Isso cria uma situação onde milhões residem no bioma, mas têm pouco contato direto com sua biodiversidade.

As espécies nativas e naturalizadas são, portanto, pouco conhecidas pela maioria. Muitas plantas medicinais tradicionais permanecem no anonimato, mesmo para quem habita perto dos fragmentos florestais.

Esse distanciamento motivou a criação de uma ferramenta educativa para reconectar as pessoas com esse patrimônio natural.

O guia em cartas ilustradas: formato e conteúdo

Lançado em 2025, o “Guia de Plantas Medicinais nativas e naturalizadas na Mata Atlântica” busca preencher essa lacuna de conhecimento.

A obra é de autoria de Jorge Ferreira e Caio Antunes, publicada pela Editora Umûana. O material se destaca por seu formato prático e visual: reúne 50 cartas, cada uma dedicada a uma espécie vegetal.

O que cada carta contém

  • Nome científico e nome popular da planta
  • Ilustração botânica detalhada
  • Informações técnicas no verso: porte, propagação e aspectos etnobotânicos
  • Detalhes sobre partes utilizadas, usos tradicionais e curiosidades

Para facilitar a consulta, o material inclui uma ficha técnica sobre as ilustrações (de domínio público) e orientações de leitura. Isso garante acessibilidade mesmo para iniciantes no tema.

Benefícios e formas de uso: aplicação prática

O guia vai além da simples identificação. Cada espécie é acompanhada de ícones que indicam visualmente os principais benefícios medicinais.

Esse recurso gráfico permite uma compreensão rápida das propriedades, sem necessidade de leitura extensa.

Técnicas de preparo incluídas

  • Infusão
  • Decocção

Essas técnicas básicas são explicadas de maneira clara, incentivando o uso responsável e informado. A abordagem combina conhecimento tradicional e orientação prática.

Os autores por trás da obra: expertise combinada

O perfil dos autores reflete uma combinação de expertise botânica e sensibilidade criativa.

Jorge Ferreira: o botânico

Natural de Cabo Frio (RJ) e criado em Paraty, Jorge nasceu em um sítio agroecológico. Ele é botânico e pesquisador de biodiversidade.

Atua oferecendo expedições e trilhas sensoriais na Mata Atlântica. Essa experiência contribuiu para a curadoria das espécies no guia, garantindo autenticidade aos dados etnobotânicos.

Caio Antunes: o comunicador visual

Natural de São Paulo, Caio é publicitário e mudou para o litoral fluminense durante a pandemia. Lá, fundou um estúdio criativo.

Sua expertise em comunicação visual foi crucial para o design acessível e atraente do guia em formato de cartas.

Uma ponte para a biodiversidade: importância do guia

O lançamento ocorre em um momento crucial para a Mata Atlântica. Com apenas uma fração de sua cobertura original preservada, iniciativas que promovem conhecimento são essenciais.

A obra serve como uma ponte entre o acervo natural do bioma e a população que nele vive. Ao destacar 50 espécies medicinais, o material não apenas educa, mas também pode incentivar a conservação.

Conhecer as plantas e seus usos tradicionais é o primeiro passo para reconhecer seu valor. Isso reforça a importância de preservar seus habitats.

O guia cumpre uma dupla função: é tanto um manual de uso quanto um instrumento de conscientização ambiental.

Conclusão: reconexão com a natureza

Em um contexto onde o contato com a natureza se tornou raro, ferramentas como esta são vitais. Elas permitem que mesmo moradores de centros urbanos se reconectem com a riqueza biológica que os cerca.

A Mata Atlântica, reduzida mas resiliente, ganha assim novos aliados em sua preservação através do conhecimento disseminado.

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Equipe de jornalismo do BnT Online, cobrindo Ponta Grossa e os Campos Gerais.
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