Homem é indiciado por ato sexual diante de estudantes perto de escola no Paraná
Homem de 29 anos é indiciado pela Polícia Civil após suspeita de se masturbar diante de três adolescentes perto de escola em Mallet, no Paraná.

O episódio aconteceu no dia 24 de setembro de 2026, na Rua Estanislau Gluszczynski, próximo ao Colégio Cívico-Militar Nicolau Copérnico. Conforme as informações apuradas pela 10ª Delegacia Regional de Polícia, as adolescentes perceberam que um homem estava se masturbando dentro de um carro enquanto direcionava o olhar para elas.
Após o ocorrido, a situação chegou ao conhecimento da rede de proteção à infância e à adolescência. O caso foi encaminhado ao Conselho Tutelar e, posteriormente, à Polícia Civil, que iniciou os procedimentos para identificar o responsável.
Durante as diligências, os investigadores conseguiram localizar informações sobre o automóvel utilizado no episódio. A identificação do proprietário permitiu que a equipe policial chegasse ao suspeito, que acabou indiciado após a conclusão do inquérito.
Suspeito poderá responder por crime contra a dignidade sexual
O enquadramento apresentado pela Polícia Civil está relacionado ao artigo 218-A do Código Penal, que trata da prática de atos libidinosos na presença de crianças ou adolescentes menores de 14 anos.
De acordo com as informações divulgadas pela corporação, a legislação prevê pena de cinco a 12 anos de reclusão, além de multa, considerando as alterações introduzidas pela Lei nº 15.280/2025.
Como a investigação envolve três adolescentes, a responsabilização penal poderá considerar a existência de múltiplas vítimas, circunstância que pode resultar em uma punição superior à pena máxima prevista para um único crime. A definição dependerá da avaliação da Justiça.
O indiciamento representa uma conclusão da investigação policial, mas não equivale a uma condenação. Caberá às autoridades competentes analisar o caso e decidir sobre as próximas etapas do processo.
Polícia reforça importância das denúncias
Diante do episódio, a Polícia Civil chamou a atenção para a gravidade de comportamentos de natureza sexual praticados deliberadamente na presença de crianças e adolescentes.
A instituição ressalta que a ausência de contato físico não impede a configuração de determinados crimes sexuais. Atitudes dessa natureza podem provocar constrangimento e representar uma violação à dignidade sexual das vítimas.
A orientação é para que familiares, educadores e demais integrantes da comunidade escolar observem situações suspeitas, especialmente nos trajetos utilizados por estudantes para chegar ou sair das instituições de ensino.
A Polícia Civil também reforça que a comunicação rápida de ocorrências aos órgãos de proteção e às forças de segurança é fundamental para possibilitar a investigação, identificar os envolvidos e evitar novos episódios.
A pena prevista para o crime foi confirmada na legislação federal atualizada.
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