Inserção de presos no mercado de trabalho triplica no Paraná

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Lincoln Vargas
Lincoln Vargas
Jornalista pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, trabalho em diversas frentes da área jornalística, mas com uma paixão especial pelo mundo do esporte. Além de fazer parte da redação do Portal BNT, também atuo como repórter setorista do Operário Ferroviário e repórter freelancer.
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O Paraná triplicou o número de pessoas privadas de liberdade que exercem atividades laborais em comparação com os dados de 2015. Atualmente, 14.324 presos estão trabalhando em empresas privadas, órgãos públicos, cooperativas ou dentro de unidades prisionais. Há dez anos, esse número era de apenas 4.623, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SESP).

Do total atual, cerca de 5 mil estão atuando diretamente em empresas ou instituições públicas, por meio de parcerias com o governo estadual. A ação faz parte da política de ressocialização promovida pela Polícia Penal do Paraná (PPPR).

Mais estrutura e novas parcerias

Para ampliar a inserção de custodiados no mercado, o governo tem investido na construção de barracões industriais dentro das penitenciárias e fortalecido parcerias com o setor privado. Um exemplo é o barracão da Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão, que atende mais de 450 detentos. Outro espaço, com 6 mil m², está em construção na Penitenciária de Integração Social de Piraquara (PISP) e deve abrigar outros 450 custodiados até o fim do ano.

“O caminho da ressocialização é a oferta de trabalho com dignidade. Essa é a nossa responsabilidade com quem está no sistema prisional”, declarou o secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira.

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Salário, dignidade e reintegração

As empresas que contratam mão de obra prisional devem pagar 3/4 do salário mínimo aos trabalhadores. Desse valor, até 80% podem ser sacados por familiares indicados pelo detento. O restante é depositado em uma conta-poupança prisional, liberada apenas após o cumprimento da pena.

O Paraná também foi reconhecido com o Selo Nacional de Responsabilidade Social pelo Trabalho no Sistema Prisional (Resgata), concedido pelo Departamento Penitenciário Nacional. O selo certifica governos e empresas comprometidos com a reinserção social de detentos e egressos — no estado, 21 empresas já foram contempladas.

*Com informações da Agência Estadual de Notícias

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