O Estreito de Ormuz voltou a ser liberado para navios comerciais após o anúncio de cessar-fogo entre Israel e Líbano, informou o governo do Irã nesta sexta-feira (17), em um movimento que pode impactar diretamente o comércio internacional.
A decisão foi comunicada pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, por meio da rede social X. Segundo ele, a navegação na região será coordenada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica.
A reabertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, ocorre após a sinalização de redução das tensões no Oriente Médio. O local é responsável por grande parte do transporte global de petróleo e gás, sendo considerado vital para a economia internacional.
O cessar-fogo entre Israel e Líbano foi anunciado na quinta-feira (16) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com previsão inicial de duração de dez dias. A medida busca interromper os confrontos e abrir espaço para negociações diplomáticas na região.
De acordo com autoridades internacionais, o acordo pode representar um avanço nas tentativas de estabilização do Oriente Médio. Ainda assim, o cenário segue delicado. Uma liderança do Hezbollah afirmou à imprensa internacional que o grupo respeitará a trégua desde que não haja novos ataques por parte de Israel.
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, celebrou o anúncio e agradeceu aos países envolvidos na mediação. Já o governo israelense ainda mantém cautela quanto ao andamento das negociações.
Nos bastidores, os Estados Unidos articulam novas rodadas de diálogo. Segundo Trump, representantes norte-americanos foram instruídos a trabalhar diretamente com Israel e Líbano para buscar uma solução duradoura.
A liberação do Estreito de Ormuz também ocorre após tentativas frustradas recentes de negociação entre Irã e Estados Unidos. No último fim de semana, as conversas não avançaram diante de divergências sobre o programa nuclear iraniano.
Com a retomada da navegação no Estreito de Ormuz, a expectativa é de normalização gradual das rotas comerciais marítimas, especialmente no setor energético, que vinha sendo impactado pela instabilidade na região.
Leia também: EUA avaliam classificar facções brasileiras como terroristas e medida pode impactar economia


















