Jovem acusado no caso da grávida baleada em Ponta Grossa fala sobre a própria prisão

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Fabiano Blageski
Fabiano Blageski
Radialista em Ponta Grossa, atuou em rádios, TV e sites, com experiência no microfone e nos bastidores. Apaixonado por comunicação, entretenimento e notícias, também é promoter de eventos, assessor de imprensa, destacando-se pela versatilidade e busca constante por aprendizado.
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As provas inocentaram Igor Camargo Batista no caso da grávida baleada na região do Costa Rica, em Ponta Grossa. O jovem havia sido preso no domingo após ser apontado como suspeito, mas foi liberado nesta terça-feira (4) depois que vídeos, documentos e o cruzamento de informações com murais digitais confirmaram que ele não estava na cena do crime.

Em entrevista ao repórter Igor Rugilo do BnT Online, Igor relatou o momento da abordagem policial e os impactos da prisão. Ele afirmou que estava comemorando o título do Corinthians na Avenida Vicente Machado e, em seguida, foi comer um lanche no bairro Oficinas. No trajeto, viu pelas redes sociais que uma gestante havia sido assassinada no Costa Rica, mas seguiu para a casa de um amigo.

Segundo ele, a prisão aconteceu logo depois, quando a Polícia Militar o abordou junto com outros jovens. “Algemaram nós dois, algemaram a Letícia, algemaram outra menina. Eles já chegaram dizendo que éramos nós que tínhamos matado a moça. A gente não entendia nada, não devia nada”, contou.

Igor afirma que os piores momentos foram dentro da carceragem, sem saber o que acontecia do lado de fora. “Você não sabe se estão te apoiando ou julgando. Fica pensando na família e no que está acontecendo aqui fora”, relatou. Ele também comentou a preocupação em retomar a rotina após ter a imagem divulgada na imprensa: “Agora preciso recomeçar do zero. Algumas pessoas vão entender, outras vão continuar julgando.”

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O advogado de defesa, Dr. Renato Tauille, classificou a prisão como “absurda, ilegal e precipitada”. Ele explicou que não havia indícios que ligassem Igor ao crime e que, desde a madrugada da prisão, a defesa apresentou vídeos e comprovantes que mostravam a localização exata do jovem. “Havia provas claras de que ele estava em outro lugar, mas isso não foi considerado no primeiro momento”, afirmou.

A defesa reuniu vídeos, comprovantes de pagamento, análise de trajeto e cruzamento com murais digitais de Ponta Grossa, que comprovaram que Igor não passou pelo local do crime. Com isso, a Polícia Civil corrigiu o flagrante e liberou o jovem.

Tauille adiantou que a defesa deverá ingressar com ação de indenização por danos morais. “O Igor é primário, trabalhador, e teve sua imagem exposta de forma indevida. Ele não teve nenhuma participação, e isso está completamente comprovado.”

O Portal BnT Online segue acompanhando o caso.

Leia também: Justiça reconhece novas provas e determina a liberdade de Igor Ryan no caso da gestante baleada em PG

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