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Jovem morre durante ‘banho de óleo’ em escola de aviação de Ponta Grossa

Caso aconteceu durante a quinta-feira (16). Jovem não resistiu após grave comprometimento de saúde.

Jovem morre durante ‘banho de óleo’ em escola de aviação de Ponta Grossa
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O jovem Gustavo Henrique de Lara, de 27 anos, morreu após passar mal durante um ritual comemorativo (trote) conhecido xomo ‘banho de óleo’ em uma escola de aviação de Ponta Grossa. O caso aconteceu ,na quinta-feira (16). No período da noite a Polícia Civil, por meio da 4ª Central Regional de Flagrantes, lavrou auto de prisão em flagrante do homem apontado como responsável pela aplicação da substância oleosa sobre Gustavo, realizado após a conclusão de uma etapa de formação aeronáutica.

De acordo com as informações inicialmente apuradas pela polícia, o ritual ocorreu no fim da tarde da quinta-feira (16). Após a aplicação do produto, Gustavo apresentou grave comprometimento de saúde, recebeu atendimento do Samu e foi encaminhado ao hospital. Apesar das manobras de reanimação realizadas pelas equipes de socorro e médica, Gustavo evoluiu a óbito.

A pessoa apontada como responsável pelo chamado “banho de óleo” foi identificada, conduzida à unidade policial e admitiu ter realizado a aplicação da substância durante o ritual.

Diante dos elementos inicialmente apresentados, a prisão foi ratificada pela prática, em tese, do crime de homicídio culposo, previsto no artigo 121, § 3º, do Código Penal. Até o momento, não foram identificados elementos que indiquem intenção de provocar a morte da vítima.

A classificação jurídica possui caráter provisório. A investigação busca esclarecer a dinâmica completa do evento, a natureza e as condições da substância utilizada, a quantidade aplicada, as regiões corporais atingidas e a existência de nexo causal entre a conduta e o resultado morte.

Foram requisitados exames necroscópico, toxicológico e químico-pericial, além da preservação de imagens, documentos e demais elementos relacionados ao fato. Mais testemunhas e outras pessoas presentes no evento, inclusive familiares, também serão ouvidas para o completo esclarecimento da ocorrência e a individualização das condutas.

Considerando que o homicídio culposo admite fiança arbitrada pela autoridade policial, foi fixado o valor de R$ 3.000, nos termos da legislação processual penal. A fiança constitui medida processual e não representa indenização, antecipação de pena ou atribuição de valor à vida da vítima.

A investigação prosseguirá de forma técnica, responsável e imparcial, e as conclusões definitivas sobre a causa da morte e eventual responsabilidade penal dependerão dos laudos periciais e das demais diligências em andamento.

Leia também: Falecimentos registrados em Ponta Grossa e região nesta sexta (17)

Matheus de Lara
Autoria
Matheus de Lara
Jornalista formado pelo Centro Universitário Santa Amélia (UniSecal) de Ponta Grossa. Graduado em dezembro de 2019, já trabalhou por dois anos em jornal impresso em conjunto com um portal de notícias. Atualmente exerce o cargo de jornalista no Portal Boca no Trombone, desde 13 de março de 2023.
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