Arte sensorial e pigmentada de Juliana dos Santos

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Bruna Perozak
Bruna Perozak
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Arte paulistana ganha destaque em Madrid

A artista Juliana dos Santos, natural de São Paulo, apresenta sua obra pela primeira vez em uma exposição solo na ARCOmadrid. O evento ocorrerá entre 4 e 8 de março, marcando um momento significativo na carreira da doutora em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Sua pesquisa investiga as relações entre cor, tempo e espaço, com foco em elementos sensoriais e simbólicos. A produção se caracteriza por instalações imersivas que utilizam pigmentos naturais, aquarela, tecidos e elementos orgânicos.

Pigmento como matéria sensorial e política

Uso da flor Clitoria ternatea

Um dos destaques é o uso do azul da flor Clitoria ternatea, que serve como base para suas explorações artísticas. Essa abordagem conecta o público a uma experiência visual e tátil única.

O pigmento extraído da flor é trabalhado como matéria sensorial, simbólica e política em formas não convencionais. Essa metodologia desafia os padrões tradicionais da arte, incorporando dimensões que vão além do estético.

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Processos criativos e formas orgânicas

Ativação pela matéria natural

As formas são acionadas pela mancha, chiado e rajadas provocadas pela própria flor, criando um dinamismo orgânico nas obras. Esse processo ressalta a interação entre o material natural e a intervenção artística.

A fonte não detalhou os mecanismos exatos dessa ativação, mas evidencia a centralidade do elemento botânico. A artista transforma o material em uma ferramenta de expressão que dialoga com questões contemporâneas.

Exploração de dimensões e abstração

Limites entre tridimensão e abstração

As formas brincam com os limites da tridimensão e abstração, oferecendo uma experiência visual complexa. Essa abordagem permite que o espectador explore diferentes perspectivas e interpretações.

A artista mescla referências concretas com elementos mais subjetivos, ampliando o alcance de sua mensagem. A combinação de materiais reforça a conexão com a natureza e a cultura.

Base acadêmica e pesquisa artística

Formação na Unesp

Juliana é doutora em Artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o que fundamenta sua prática criativa. Sua formação acadêmica fornece base teórica para as investigações sobre cor, tempo e espaço.

A pesquisa da artista investiga as relações entre cor, tempo e espaço, temas que permeiam toda a sua trajetória. A abordagem interdisciplinar permite explorar como esses elementos se entrelaçam na percepção humana.

A fonte não detalhou os métodos específicos dessa investigação, mas destaca sua relevância para o conjunto da obra.

Exposição solo na ARCOmadrid

Março de 2026

A obra será apresentada pela primeira vez na exposição solo da artista na ARCOmadrid, um marco internacional para sua carreira. O evento ocorrerá entre 4 e 8 de março, oferecendo visibilidade a uma produção que combina tradição e inovação.

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A mostra representa uma oportunidade para o público europeu conhecer o trabalho da paulistana. A data coincide com um momento de crescente interesse por práticas artísticas sustentáveis e sensoriais.

A fonte não detalhou o local exato ou a curadoria da mostra.

Fonte

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