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jovem eutanásia
Foto: Reprodução/Redes sociais

Uma jovem de 25 anos, identificada como Noelia Castillo Ramos, obteve autorização definitiva da Justiça para realizar o procedimento de eutanásia nesta quinta-feira (26), em Barcelona, na Espanha. O caso foi divulgado pelo jornal El Mundo e repercute no debate sobre o direito à morte assistida no país europeu.

Noelia vive com paraplegia irreversível desde 2022. A condição teve início após um episódio ocorrido em outubro daquele ano, quando ela caiu do quinto andar de um prédio durante um período de sofrimento psicológico relacionado a um caso de violência sexual. Desde então, perdeu os movimentos da cintura para baixo e passou a conviver com dores neuropáticas constantes.

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O pedido de eutanásia foi formalizado em 2024. Segundo o jornal espanhol, a solicitação foi analisada por profissionais de saúde, que emitiram parecer favorável de forma unânime, reconhecendo o direito da jovem ao procedimento com base na legislação vigente que trata da morte assistida.

Apesar da aprovação médica, o caso se prolongou por quase dois anos devido à contestação do pai da jovem, que tentou impedir a realização da eutanásia na Justiça. Ao longo da tramitação, tribunais espanhóis mantiveram decisões favoráveis à vontade de Noelia, reforçando o entendimento de que a decisão individual do paciente deve prevalecer, mesmo diante de oposição familiar.

Legislação espanhola

A eutanásia é legal na Espanha desde 2021, quando o Parlamento aprovou a lei que descriminaliza o procedimento em casos específicos. O país integra um grupo restrito de nações que permitem a prática, desde que sejam cumpridos critérios rigorosos.

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Entre as exigências estão a capacidade do paciente de manifestar sua vontade de forma consciente, a formalização do pedido por escrito — com confirmação posterior — e a avaliação por um comitê médico independente, responsável por autorizar ou não o procedimento.

O caso de Noelia reacende discussões sobre os limites legais, éticos e familiares envolvendo a eutanásia, especialmente em situações que envolvem sofrimento contínuo e irreversível.

*Com informações do Metrópoles

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