Justiça concede liberdade à acusada de mandar matar Jocemar Messias em Ponta Grossa
Justiça concede liberdade à acusada de mandar matar Jocemar Messias em Ponta Grossa. Defesa afirma que não há provas contundentes contra a investigada.

A liberdade da acusada de mandar matar Jocemar Messias foi concedida pela Justiça, em Ponta Grossa. A mulher, proprietária do estabelecimento comercial onde, segundo a investigação, tiveram início os fatos que antecederam o homicídio, responderá ao processo em liberdade após a revogação da prisão temporária.
A decisão ocorre durante o andamento das investigações conduzidas pela Polícia Civil do Paraná sobre a morte de Jocemar Messias, ocorrida em março deste ano. O corpo da vítima foi encontrado carbonizado dentro de um veículo abandonado às margens da Avenida Pedro Wosgrau, no bairro Cará-Cará.
De acordo com o advogado criminalista Renato Tauille, a Justiça entendeu que, até o momento, não foram produzidas provas suficientes para manter a prisão da investigada.
“Foi revogada a prisão temporária da proprietária de um estabelecimento comercial que vinha sendo apontada pela Polícia Civil como sendo a mandante do crime que vitimou Jocimar. Segundo a investigação, os fatos iniciais se deram dentro desse estabelecimento comercial em que a vítima teria sido agredida e posteriormente teve seu corpo carbonizado. Com o avanço das investigações, nenhuma prova contundente contra a proprietária desse estabelecimento foi produzida a fim de demonstrar que ela efetivamente teria dado a ordem de matar a vítima. Agora, com a prisão temporária revogada, ela aguarda a conclusão das investigações em liberdade”, afirmou o advogado.
A mulher havia sido presa durante uma operação da Polícia Civil realizada no mês de maio. Além dela, outros dois suspeitos também foram detidos durante o avanço das investigações.
Segundo a defesa, a revogação da prisão ocorreu diante da ausência de elementos considerados suficientes para comprovar que a empresária teria determinado a execução da vítima. Apesar da decisão judicial, o inquérito continua em andamento e a investigada permanecerá à disposição da Justiça enquanto o caso é concluído.
Além da proprietária do estabelecimento, outras duas mulheres também tiveram as prisões preventivas revogadas e passaram a responder ao processo em liberdade.
RELEMBRE O CASO
Jocemar Messias, de 32 anos, foi encontrado morto na noite de março deste ano após equipes do Corpo de Bombeiros controlarem um incêndio em um GM Corsa nas proximidades da Avenida Plauto Miró Guimarães, região que liga o bairro Cará-Cará ao Distrito Industrial, em Ponta Grossa.
Durante o combate às chamas, os bombeiros localizaram um corpo carbonizado no banco traseiro do veículo e acionaram a Guarda Civil Municipal, além das polícias Civil e Científica para os procedimentos de investigação.
As diligências levaram os investigadores até um estabelecimento onde a vítima costumava permanecer. No local, um homem que trabalhava como segurança foi preso em flagrante. Conforme informou a Polícia Civil na época, foram encontradas manchas de sangue em sua camiseta e a chave do veículo incendiado estava em seu colete.
O delegado Luiz Gustavo Timossi informou que também foram localizados vestígios de sangue, garrafas quebradas e sinais de luta no estacionamento do estabelecimento, indicando que uma agressão poderia ter ocorrido antes de o corpo ser colocado no automóvel.
Desde então, o caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que busca esclarecer a participação de cada um dos envolvidos e concluir o inquérito.
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