A Justiça concedeu, na tarde de sexta-feira (23), a liberdade provisória do soldado do Exército preso por tráfico de drogas em Ponta Grossa. A decisão ocorreu após pedido apresentado pelo advogado de defesa, Renato Tauille, que conversou com a equipe do BnT Online e detalhou os fundamentos jurídicos que sustentaram o pedido.
De acordo com Tauille, o Poder Judiciário entendeu que os requisitos da prisão preventiva não estavam presentes, o que permitiu a revogação da medida e a liberação do militar. “A defesa está satisfeita com a decisão, pois ficou claro que não havia elementos que justificassem a manutenção da prisão. Agora, as investigações seguem e o soldado responderá ao processo em liberdade”, afirmou o advogado.
Entenda o caso
O caso teve início na tarde de quinta-feira (22), quando a Guarda Civil Municipal (GCM), por meio da Equipe Kilo, prendeu dois homens por tráfico de drogas na Rua Praia da Coroa, no bairro Dom Bosco, em Ponta Grossa. Um dos detidos é soldado do 13º Batalhão de Infantaria Blindado (13º BIB).
Segundo a GCM, a equipe realizava patrulhamento preventivo quando identificou movimentação suspeita em frente a uma residência. Os agentes observaram a troca de objetos entre indivíduos e decidiram realizar a abordagem. No momento da ação, dois suspeitos tentaram fugir, mas um deles foi contido. Durante a perseguição, o homem derrubou porções de crack, recolhidas pela equipe.
Dentro do imóvel, foram encontrados 53 gramas de substância análoga à cocaína, R$ 709 em dinheiro, seis máquinas de cartão e materiais relacionados ao tráfico. Diante da suspeita de mais entorpecentes, o canil foi acionado.
Com o apoio dos cães de faro, a equipe encontrou mais drogas nos fundos da residência, incluindo 0,8 gramas de crack e 729 gramas de maconha. Dois celulares também foram apreendidos.
Durante o encaminhamento dos suspeitos à Delegacia da Polícia Civil, foi confirmado que um deles era militar da ativa. Como determina o protocolo, representantes do 25º Pelotão de Polícia do Exército acompanharam o procedimento.
A apreensão contou ainda com participação decisiva do cão Bolt, que localizou parte significativa dos entorpecentes escondidos no imóvel.
Com a decisão da Justiça nesta sexta-feira, o soldado deixa a prisão, mas continua respondendo ao processo enquanto as investigações seguem em andamento.
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