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Policial

Mulher enterra feto no quintal de casa em PG e mobiliza polícia

Funcionária de hospital relatou não saber da gravidez e afirmou que o bebê já nasceu sem vida; caso veio à tona após confissão a colegas de trabalho.

Mulher enterra feto no quintal de casa em PG e mobiliza polícia
Foto: Ilustrativa.
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A nossa equipe de jornalismo do Boca no Trombone (BnT) apurou os detalhes de um caso chocante registrado na tarde de ontem, terça-feira (21) em Ponta Grossa. Uma mulher de 36 anos, está sendo investigada após dar à luz em casa e sepultar o feto nos fundos de sua residência, localizada no bairro Neves.

De acordo com as informações apuradas pelo BnT, a situação teve início na noite do último sábado, 18 de julho. A mulher relatou em um hospital onde trabaha que sentiu fortes dores abdominais por volta das 21h00 e, ao ir ao banheiro para tomar banho, entrou em trabalho de parto de forma inesperada. Em seu relato espontâneo, ela afirmou que desconhecia a gravidez e que o feto já foi expelido sem sinais vitais.

Após o ocorrido, ela também relatou ter envolvido o feto em uma touca e o colocado dentro de uma caixa de papelão. Segundo a mulher, houve tentativas de pedir socorro via SAMU (192) e Corpo de Bombeiros (193), mas as ligações não teriam completado. Após passar a madrugada com o corpo em casa, ela realizou o sepultamento no próprio quintal no dia seguinte, sem acionar nenhuma autoridade competente ou órgão de saúde.

O caso começou a vir à tona na segunda-feira (20), quando a mulher foi trabalhar normalmente no hospital e, durante uma crise de choro, revelou o que aconteceu para a sua coordenadora. Ela chegou a receber atendimento médico no mesmo dia, mas foi liberada de forma provisória por falta de leitos para internação, recebendo orientação para retornar na terça-feira.

Nesta terça-feira (21), após o hospital confirmar a informação de que o corpo estava enterrado no quintal, as autoridades foram imediatamente acionadas. A equipe da Polícia Militar foi deslocada para a unidade hospitalar para averiguar a ocorrência e realizar a escolta da paciente.

Durante a coleta de informações pelos policiais, houve uma divergência de relatos. A mulher alegou que já havia informado sua coordenadora sobre o sepultamento ainda na segunda-feira antes de ser liberada para casa. No entanto, a assistente social do hospital garantiu que a instituição só tomou conhecimento da ocultação do cadáver na própria terça-feira, momento em que a denúncia foi feita.

A ocorrência e a divergência de versões foram repassadas ao delegado de plantão. O caso agora segue sob investigação para esclarecer todas as circunstâncias do parto, do óbito e da ocultação do corpo. A paciente permaneceu nas dependências do hospital sob a escolta da PM para a conclusão das providências cabíveis.

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Igor Rugilo
Autoria
Igor Rugilo
Igor Rugilo é repórter policial no Boca no Trombone desde 2023. Com mais de uma década na comunicação, iniciou sua trajetória em 2013 como sonoplasta em uma rádio da cidade, onde despertou a paixão pela área policial. Tendo cursado Jornalismo na Unisecal, hoje dedica-se à cobertura de segurança pública, levando informação ágil aos leitores.
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