Kassab cobra medidas econômicas para PSD apoiar Lula
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que a sigla só terá uma relação profunda com o governo Lula se houver medidas econômicas concretas. A declaração ocorre após o partido sofrer perdas importantes nas eleições de 2026, especialmente no Senado e em governos estaduais.

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, condicionou uma relação profunda entre o partido e o governo do presidente Lula à adoção de medidas econômicas concretas. A declaração foi dada em meio à avaliação interna sobre o desempenho da sigla nas eleições de 2026, quando o PSD sofreu perdas significativas no Senado e em governos estaduais.
Segundo Kassab, o partido está disposto a dialogar, mas espera que o Palácio do Planalto apresente propostas que destravem a economia e melhorem o ambiente de negócios. A fonte não detalhou quais medidas específicas foram mencionadas, mas indicou que a pauta econômica será central nas conversas futuras.
Perdas no Senado e nos estados
Considerado um dos maiores vencedores das eleições municipais de 2024, o PSD viu sua bancada no Senado encolher de 13 para cinco cadeiras a partir de 2027. A redução representa uma queda expressiva na influência da legenda na Casa Alta, o que impacta diretamente sua capacidade de articulação política.
Além do Senado, o partido também enfrentou derrotas na disputa por governos estaduais nas regiões Sul e Sudeste. Esses resultados frustraram as expectativas de ampliar o número de executivos estaduais sob controle da sigla, que havia conquistado prefeituras importantes em 2024.
A transição para o novo cenário político exige, segundo Kassab, uma reavaliação das alianças e prioridades do partido. A fonte não detalhou se haverá mudanças na direção nacional ou nas estratégias regionais.
Derrotas no Paraná e em Minas
No Paraná, o governador Ratinho Junior (PSD-PR) não conseguiu eleger seu sucessor escolhido, o ex-secretário estadual Sandro Alex (PSD-PR). Ratinho Junior havia aberto mão de concorrer à Presidência da República para priorizar a eleição estadual, mas o plano não se concretizou.
Em Minas Gerais, o presidente nacional da sigla lamentou a derrota do governador Mateus Simões (PSD-MG), que assumiu a gestão com o apoio de Romeu Zema (Novo-MG). A derrota em um dos maiores colégios eleitorais do país foi sentida como um revés para o projeto de expansão do PSD no Sudeste.
As derrotas no Sul e no Sudeste contrastam com o desempenho positivo em outras regiões, o que evidencia a necessidade de ajustes na estratégia partidária. A fonte não detalhou se haverá mudanças nas alianças locais ou no discurso nacional.
Vitórias no Nordeste e no Norte
Apesar das perdas, o PSD conquistou cinco governos estaduais, com destaque para o Nordeste e o Norte. Em Pernambuco, a vitória de Raquel Lyra garantiu a manutenção do partido no comando de um estado estratégico. A fonte não detalhou o percentual de votos obtido pela governadora.
No Nordeste, o PSD também venceu em Sergipe com Fábio Mitidieri e no Maranhão com Eduardo Braide (PSD). Já no Norte, a sigla saiu vitoriosa no Amapá com Dr. Furlan e no Amazonas com o senador Omar Aziz. Esses resultados mostram que o partido mantém força em regiões específicas, mesmo diante do cenário nacional desfavorável.
A distribuição geográfica das vitórias sugere que o PSD pode adotar uma estratégia regionalizada, focando em bases eleitorais consolidadas. A fonte não detalhou se haverá priorização de investimentos em determinados estados.
Relação com o governo Lula
Kassab afirmou que o PSD não fechará questão contra o governo, mas deixou claro que o apoio não será automático. A exigência de medidas econômicas reflete a insatisfação de setores do partido com o ritmo da agenda econômica do Planalto.
Segundo a fonte, o PSD avalia que a atual conjuntura exige respostas rápidas para a inflação, o desemprego e a retomada do crescimento. A fonte não detalhou se o partido apresentará propostas próprias ou se aguardará iniciativas do Executivo.
O posicionamento de Kassab ocorre em um momento de redefinição das alianças partidárias para as eleições de 2026. A fonte não detalhou se o PSD pretende lançar candidatura própria à Presidência ou apoiar um nome da base governista.
O que esperar do PSD em 2026
Com a redução da bancada no Senado e as derrotas em estados-chave, o PSD tende a adotar uma postura mais pragmática nas negociações com o governo federal. A cobrança por medidas econômicas pode ser um primeiro passo para uma aproximação condicionada.
O partido também deve intensificar a atuação nos estados onde venceu, buscando consolidar sua presença regional. A fonte não detalhou se haverá mudanças na direção nacional ou nas alianças com outros partidos.
Para o leitor de Ponta Grossa e dos Campos Gerais, o cenário político nacional pode influenciar as articulações locais do PSD, que historicamente tem forte presença na região. O portal Boca no Trombone continuará acompanhando os desdobramentos dessa relação entre o partido e o governo Lula.























