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Política

Flávio prevê queda de Lula e admite disputar antes de 2030

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o presidente Lula pode enfrentar dificuldades econômicas e cair ‘muito antes do que muita gente imagina’. Ele também sinalizou disposição para disputar a Presidência antes de 2030.

Flávio prevê queda de Lula e admite disputar antes de 2030
Crédito: www.gazetadopovo.com.br
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em transmissão ao vivo, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode enfrentar uma queda antecipada devido à situação econômica do país. Segundo o parlamentar, as promessas de campanha do petista são incompatíveis com a realidade das contas públicas. A declaração foi feita durante uma live, na qual Flávio também admitiu a possibilidade de disputar a Presidência da República antes de 2030.

De acordo com o senador, caso Lula cumpra os compromissos anunciados, a economia brasileira pode se deteriorar rapidamente. “Se ele fizer aquilo que prometeu, o Brasil vai quebrar ainda mais rápido”, declarou. Flávio acredita que a crise econômica pode derrubar o presidente “muito antes do que muita gente imagina”.

Disposição para nova candidatura presidencial

Ao abordar seu futuro político, Flávio mencionou os quase 60 milhões de votos que recebeu no segundo turno das eleições de 2022, quando concorreu ao Senado pelo Rio de Janeiro. Ele sinalizou que está pronto para voltar a disputar a Presidência da República, caso seja necessário. “Qualquer coisa que aconteça eu vou estar aqui pronto, inclusive se for preciso para disputar a Presidência da República de novo”, afirmou.

O senador foi enfático ao descartar a espera até 2030. “Eu não estou falando de 2030, não. Eu estou falando de antes disso”, declarou. A fala indica que o parlamentar considera um cenário de eleição antecipada ou de vacância do cargo.

Foco no Congresso e apoio a Marinho

Flávio também defendeu que a oposição concentre sua atuação no Congresso Nacional, especialmente no Senado. Durante a transmissão, ele anunciou apoio ao senador Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência da Casa e pediu que seus apoiadores pressionem os parlamentares a votar no aliado.

Na avaliação do senador, o comando do Senado seria uma frente importante para conter as iniciativas do governo petista. Ele classificou o Legislativo como a principal trincheira de resistência da oposição. A declaração reforça a estratégia de enfrentamento ao governo Lula por meio do parlamento.

Versão sobre saída do Brasil

Durante a live, Flávio também apresentou sua versão sobre as circunstâncias da saída do Brasil. Segundo ele, a decisão foi tomada depois de uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na segunda-feira (26). O senador contou que interpretou a medida judicial contra ele como o início de uma perseguição.

Flávio relatou uma conversa reservada com o pai, na qual Jair Bolsonaro demonstrou preocupação com as consequências da decisão judicial e perguntou se o filho compreendia onde as medidas poderiam chegar. Depois de voltar para casa, o senador disse que conversou com a mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e decidiu viajar com a família.

Ele negou que outras pessoas tenham participado do planejamento. “A decisão eu tomei junto com a minha esposa, sem que ninguém soubesse, até porque se soubessem, a chance de dar errado seria maior”, afirmou. O parlamentar rejeitou a interpretação de que tenha abandonado o país e resumiu sua justificativa em uma frase: “Eu não saí do Brasil. Eu saí pelo Brasil”.

Atuação à distância e críticas ao Judiciário

Flávio afirmou que pretende continuar exercendo influência sobre a oposição ao governo Lula mesmo estando nos Estados Unidos. Segundo ele, a distância permitirá expressar opiniões que, em sua avaliação, poderiam ser censuradas ou resultar em represálias caso permanecesse no Brasil.

O senador classificou a situação institucional brasileira como um “regime de exceção” e acusou o Judiciário de atuar politicamente. Também afirmou que não teria condições de recorrer às instituições nacionais caso se considerasse vítima de uma injustiça. A fala reforça o tom de confronto com o sistema judicial brasileiro.

As declarações de Flávio Bolsonaro ocorrem em um momento de tensão entre a oposição e o governo Lula, com disputas no Congresso e questionamentos sobre a condução da economia. O senador sinaliza que seguirá atuando politicamente, mesmo fora do país, e mantém a porta aberta para uma candidatura presidencial antes do previsto.

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