Líder dos caminhoneiros pressiona governo antes de decisão sobre greve nacional
As lideranças dos caminhoneiros decidiram aguardar a publicação oficial das medidas prometidas pelo governo federal, prevista para esta quinta-feira (19), antes de tomar uma decisão definitiva sobre a possibilidade de uma greve nacional. A definição ocorreu após reunião realizada na quarta-feira (18), quando representantes da categoria indicaram que apenas a formalização das propostas no Diário […]

As lideranças dos caminhoneiros decidiram aguardar a publicação oficial das medidas prometidas pelo governo federal, prevista para esta quinta-feira (19), antes de tomar uma decisão definitiva sobre a possibilidade de uma greve nacional.
A definição ocorreu após reunião realizada na quarta-feira (18), quando representantes da categoria indicaram que apenas a formalização das propostas no Diário Oficial será suficiente para avaliar se as demandas foram atendidas.
O principal porta-voz do movimento, Wallace Landim, afirmou que, caso não haja um acordo efetivo, a categoria poderá organizar uma paralisação de grande escala, semelhante ou até superior à registrada em 2018, envolvendo caminhoneiros autônomos, trabalhadores com carteira assinada e motoristas de aplicativo.
Entre as principais reivindicações está o cumprimento do piso mínimo do frete. O governo federal, por sua vez, sinalizou que prepara medidas mais rígidas para coibir o descumprimento da tabela. O ministro dos Transportes, Renan Filho, informou que a proposta inclui a possibilidade de suspensão cautelar de empresas e transportadores que atuem de forma irregular, impedindo a continuidade das operações antes mesmo da conclusão de processos administrativos.
Segundo o ministro, as multas atualmente aplicadas têm perdido eficácia, sendo tratadas por empresas como custo operacional. A nova estratégia busca interromper a irregularidade de forma imediata.
Outro ponto de insatisfação da categoria é o aumento no preço do diesel. Apesar das medidas adotadas pelo governo para reduzir impostos federais e subsidiar o combustível, os valores voltaram a subir nos postos após reajuste promovido pela Petrobras, impactado pelo cenário internacional.
Além disso, os caminhoneiros também cobram maior clareza em relação às políticas de pedágio e à fiscalização nas rodovias.
Uma nova reunião das lideranças está prevista para ocorrer após a publicação do decreto. Caso o conteúdo não atenda às expectativas da categoria, há indicativo de que uma paralisação nacional possa ser deflagrada, com potencial de impacto significativo no transporte e na economia do país.























