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Política

Lula critica ONU e defende reforma em discurso na Assembleia Geral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez o discurso de abertura do debate geral da 81ª Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira (22). Ele criticou o imobilismo do Conselho de Segurança, defendeu a soberania nacional e citou o PIX e a reforma do órgão. Lula afirmou que o Brasil ‘não cabe no quintal de ninguém’.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez o discurso de abertura do debate geral da 81ª edição da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (22). Na ocasião, o presidente brasileiro defendeu a soberania nacional, criticou a imposição de tarifas, as guerras, defendeu o PIX, a reforma do Conselho de Segurança da ONU e disse que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”.

Esta é a décima ocasião em que Lula abre o Debate Geral da Assembleia. Desde que ocupou pela primeira vez a tribuna, em 2003, ele afirmou que este é o momento mais crítico das Nações Unidas. A fala do presidente brasileiro ocorre em um contexto de crescentes tensões geopolíticas e questionamentos sobre a eficácia da organização.

ONU falha em missão de evitar guerras

Lula foi enfático ao apontar as deficiências da ONU. “A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas: a de livrar a humanidade do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa. Sua capacidade de proteger os mais vulneráveis – os que não têm exército, nem arsenais – nunca foi tão pequena”, declarou.

O presidente destacou que o ano de 2025 registrou o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial. Trilhões de dólares financiam uma nova corrida armamentista, e tensões geopolíticas ameaçam transformar confrontos regionais em uma conflagração de proporções globais. A crítica de Lula se soma a um coro de líderes que questionam a capacidade da ONU de mediar conflitos contemporâneos.

Conselho de Segurança sob ataque

O mandatário brasileiro não poupou o Conselho de Segurança. “Somos todos reféns do imobilismo de um Conselho de Segurança que não cumpre o seu papel. Em 1946, já na primeira sessão desta Assembleia, o Brasil alertava para o alto preço que a comunidade internacional pagaria pelo direito de veto. Esse vício de origem da Carta da ONU conferiu às grandes potências o privilégio da insensatez”, afirmou.

Lula acrescentou que a esse “pecado original” soma-se agora uma profunda crise de liderança. A defesa da reforma do Conselho de Segurança é uma bandeira histórica do Brasil, que pleiteia um assento permanente no órgão. A fala do presidente reforça a posição brasileira de que a estrutura atual não reflete a realidade geopolítica do século XXI.

Defesa da soberania e do PIX

Em um trecho voltado à política doméstica, Lula defendeu a soberania nacional e citou o PIX, sistema de pagamentos instantâneos brasileiro. Ele afirmou que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”, em uma aparente resposta a pressões externas. A fonte não detalhou o contexto exato da menção ao PIX, mas a fala sinaliza resistência a interferências estrangeiras em assuntos internos.

O presidente também criticou a imposição de tarifas, sem especificar quais países ou produtos foram alvo da crítica. A menção ocorre em um cenário de disputas comerciais globais, no qual o Brasil busca ampliar seus mercados e evitar barreiras protecionistas.

Trajetória pessoal e conquistas

Lula fez referência à sua trajetória pessoal para legitimar sua posição. “Alguém que lutou contra uma ditadura militar e defendeu seu país contra um golpe de estado. É a convicção de um operário eleito três vezes presidente e que retirou o Brasil do Mapa da Fome”, disse. A fala remete à sua biografia e a políticas sociais implementadas em seus mandatos anteriores.

O presidente também mencionou que o Brasil reconheceu o tráfico de africanos escravizados como o mais grave crime contra a humanidade e aprovou a representação mais precisa do mapa-múndi. Essas ações, segundo Lula, refletem o compromisso do país com a justiça histórica e a precisão científica.

Conflito em Gaza e críticas a Netanyahu

Lula abordou o conflito no Oriente Médio com duras críticas ao governo de Israel. “Gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza. Civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas”, declarou.

A fala do presidente brasileiro ecoa posições anteriores, nas quais ele já havia comparado a situação em Gaza a um genocídio. A menção ao Hamas também reconhece o sofrimento de civis israelenses, em uma tentativa de equilíbrio. O tema é sensível e tem gerado reações internacionais divergentes.

Próximos passos e impacto global

O discurso de Lula na ONU ocorre em um momento de reconfiguração das alianças globais e de questionamento das instituições multilaterais. A defesa da reforma do Conselho de Segurança e as críticas à ONU devem repercutir entre os demais líderes presentes na Assembleia Geral. A fonte não detalhou se haverá reuniões bilaterais ou desdobramentos imediatos.

Para o leitor brasileiro, a fala do presidente reforça a posição do país no cenário internacional e sinaliza prioridades da política externa. O portal Boca no Trombone continuará acompanhando os desdobramentos da Assembleia Geral e seus impactos para o Brasil e o mundo.

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