A declaração de que Lula critica Trump conflitos internacionais repercutiu nesta quinta-feira (16), após entrevista concedida ao jornal El País. O presidente brasileiro reforçou sua preocupação com o cenário global e destacou que líderes mundiais devem evitar discursos baseados em ameaças.
Durante a entrevista, Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não cabe a um chefe de Estado agir de forma impulsiva ou intimidatória. Sem citar diretamente decisões específicas, ele criticou o comportamento de Donald Trump, ressaltando que “não é papel de um presidente acordar e achar que pode ameaçar outros países”.
O posicionamento ocorre em um momento de tensões internacionais e reforça a tentativa do Brasil de se colocar como defensor do diálogo diplomático. Lula também aproveitou para retomar uma pauta histórica de seu governo: a reformulação do Conselho de Segurança da ONU.
Segundo ele, o atual modelo do órgão é limitado e pouco eficaz diante dos desafios contemporâneos. O presidente voltou a criticar o poder de veto exercido pelos membros permanentes, defendendo sua extinção como forma de tornar as decisões mais equilibradas.
Além disso, Lula destacou a necessidade de ampliar a representatividade no conselho, sugerindo a inclusão de países emergentes como Brasil e Índia. Para o presidente, essa mudança tornaria a ONU mais alinhada à realidade geopolítica atual.
A fala também se conecta com a agenda internacional do chefe do Executivo. Na manhã desta quinta-feira, Lula embarcou para compromissos na Europa, com visitas previstas à Espanha, Alemanha e Portugal. Entre os eventos programados, está a participação em um encontro voltado à defesa da democracia e ao enfrentamento do extremismo.
O discurso adotado por Lula reforça a estratégia brasileira de atuação no cenário global, buscando protagonismo por meio do diálogo e da cooperação internacional.
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