QUINTA-FEIRA · 08 OUT 2026Ponta Grossa 21°C ☁️
Publicidade
Colunistas

Lula digitaliza campanha e vai buscar votos perdidos no Nordeste

Campanha de Lula prepara força-tarefa com influenciadores e parlamentares para ampliar o alcance digital no segundo turno das eleições.

lula
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Publicidade

A campanha de Lula percebeu algo que a direita já descobriu há algum tempo: os influenciadores se transformaram nos novos cabos eleitorais. E isso pode mudar a forma de fazer campanha no segundo turno.

Não se trata de dizer que a campanha de rua perdeu completamente sua importância. O corpo a corpo ainda tem peso, principalmente nas cidades menores, onde a presença física de candidatos e lideranças mantém capacidade de mobilização. O problema é a escala. São poucos dias até a votação e nenhum candidato consegue percorrer um país do tamanho do Brasil falando diretamente com todos os eleitores.

É aí que entra o digital. Um influenciador não precisa estar em todos os lugares. Ele precisa estar onde sua audiência está. E existe algo ainda mais importante: quem recebe o conteúdo pode compartilhar, comentar, encaminhar e reproduzir. A mensagem deixa de depender exclusivamente da estrutura oficial da campanha e passa a circular por uma rede de pessoas.

A campanha de Lula já prepara uma força-tarefa digital com parlamentares eleitos e influenciadores para ampliar sua presença nas redes. É uma tentativa de ganhar velocidade e alcance em uma eleição que entrou na fase mais curta e decisiva.

Mas Lula também precisa estar fisicamente onde considera que ainda há votos a recuperar. E, nesse ponto, os governadores aliados ganham importância. Bahia, Ceará e Piauí têm governadores petistas reeleitos no primeiro turno, e os três estiveram com Lula em Brasília para discutir a estratégia do segundo turno.

A escolha do Nordeste não é casual. Lula continua muito à frente de Flávio Bolsonaro na região, mas perdeu votos em seis dos nove estados quando comparado ao primeiro turno de 2022. A maior queda foi na Bahia, com mais de 208 mil votos a menos.

É justamente aí que a campanha precisa ser inteligente na distribuição de recursos. Lula não conseguirá estar em cada cidade. Os governadores podem correr o interior. As lideranças locais podem fazer o corpo a corpo. E os influenciadores podem levar a mensagem para milhões de celulares.

A campanha, portanto, começa a funcionar em duas velocidades: presencialmente, onde a liderança local consegue chegar; digitalmente, onde a mensagem pode chegar muito mais longe.

No segundo turno, talvez o cabo eleitoral mais importante não seja aquele que está na praça, mas aquele que está na tela.

Leia também: https://bntonline.com.br/demitido-por-suposto-acesso-indevido-a-sistema-servidor-da-uepg-volta-ao-cargo/

Tags
Quer ver a BnT mais vezes no Google?
Gleidson Carlos
Autoria
Gleidson Carlos
Gleidson Carlos Greinert é jornalista formado em Comunicação Social desde 2014. Atua como escritor/articulista político, radialista e presta assessoria de imprensa e marketing. Ele é pós-graduado em Ciência Política.
Ver todas as matérias →
Publicidade
Publicidade
Notícias relacionadas
Web Stories
Todas →
VídeosMais vídeos para você curtir
Ver no YouTube →
Faz parte da rede