Lula e Flávio Bolsonaro debatem segurança no 1º confronto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) se enfrentaram no primeiro debate do segundo turno, na noite deste domingo (18), nos estúdios da Band em São Paulo. O tema inicial foi segurança pública, com propostas divergentes sobre o combate ao crime organizado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência da República, participaram na noite deste domingo (18) do primeiro debate do segundo turno das eleições de 2026. O encontro ocorreu nos estúdios do Grupo Bandeirantes, em São Paulo, a uma semana da votação que vai definir o próximo presidente, marcada para 25 de outubro.
O debate estava previsto para começar às 20h, mas começou por volta das 20h15. É o primeiro confronto direto entre Lula e Flávio nesta etapa da campanha. Os dois não participaram do primeiro debate presidencial promovido pela Band, em 23 de agosto, ainda durante o primeiro turno, quando estiveram presentes Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).
Segurança pública abre o confronto
A primeira pergunta do debate foi sobre segurança pública. Os candidatos foram questionados sobre o avanço do crime organizado, o domínio de territórios por facções e milícias e a redução da maioridade penal. No primeiro bloco, Lula e Flávio responderam a perguntas dos apresentadores e, na sequência, participaram de um confronto direto.
Pelas regras apresentadas pela Band, cada candidato tem um banco de 15 minutos no confronto para administrar como preferir. A dinâmica permitiu que os presidenciáveis detalhassem suas propostas para a área, que concentrou as atenções no início do programa.
Flávio promete guerra ao narcoterrorismo
Primeiro a responder, Flávio Bolsonaro afirmou que, se eleito, vai declarar “guerra ao narcoterrorismo” e classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas. A classificação faz parte do plano de governo do candidato.
O candidato disse ainda que pretende recuperar territórios dominados pelas organizações criminosas e endurecer o tratamento contra integrantes de facções. Citou a lei antifacção e afirmou que líderes dessas organizações poderão ficar até 80 anos presos.
“Eu vou recuperar cada metro. Eu vou recuperar cada rua. Eu vou recuperar cada bairro. Eu vou recuperar cada cidade. Eu vou recuperar cada território que foi tomado do povo brasileiro”, afirmou Flávio Bolsonaro. O senador disse ainda que criminosos serão “presos ou neutralizados pelas nossas polícias” e acusou o atual governo de adotar uma política de desencarceramento.
Lula defende PEC e atuação conjunta
Lula foi o segundo a falar. Ele afirmou que a segurança pública é responsabilidade dos estados pela Constituição de 1988 e disse que a PEC da Segurança Pública ampliará a participação da União na área. O presidente afirmou que, se a proposta for aprovada pelo Senado, criará o Ministério da Segurança Pública.
Lula também citou a Lei Antifacção e disse que seu governo pretende combater o crime organizado tanto nos territórios dominados pelas facções quanto entre integrantes de maior poder econômico. A lei contra facções foi sancionada por Lula em março e ampliou penas e instrumentos de investigação.
O presidente defendeu ainda uma atuação conjunta de União, estados e municípios para recuperar territórios dominados por organizações criminosas e milícias. “Para o trabalhador e para a comunidade, proteção. Para o bandido, prisão”, afirmou Lula.
Próximos passos da campanha
O debate deste domingo é o primeiro de uma série de compromissos na reta final do segundo turno. A uma semana da votação, os candidatos intensificam agendas em estados estratégicos e participam de novas sabatinas. O portal Boca no Trombone acompanha os desdobramentos da disputa presidencial e traz atualizações em tempo real.























